A cada dia que passa, as preleções persuasoras de certos ‘ilustres’ governantes estão a converter-se num suplício crescente. Do alto do seu palanque continuam a propalar que somos um povo esbanjador e que temos de pagar pelo erro termos vivido acima das possibilidades. Estas ‘mentes iluminadas’ estão a depositar no povo trabalhador-contribuinte a responsabilidade da dívida pública, isentando os poderosos de assumirem os erros que conduziram ao estado atual da nação. Claro que é caso para nos interrogarmos: como foi possível vivermos acima das nossas possibilidades? As instituições bancárias concederam créditos ad-hoc? Que idoneidade pode ser atribuída aos diferentes governos que têm conduzido o País? Porque é que os responsáveis pela gestão danosa continuam a auferir de salários exorbitantes? Porque é que o trabalhador-contribuinte tem de, pacificamente, assistir atónita e tranquilamente à redução do seu salário, ao aumento dos impostos, ao pagamento das suas contas e das suas dívidas, e à recapitalização dos bancos, como se do mesmo se tratasse? Na verdade, estamos a assistir à aplicação de medidas de confiscação que dão lugar à concentração de riqueza sob o epíteto de ‘políticas de austeridade’. Os culpados têm nome e apelido! E esses, estão bem! Cabe ao povo pagar os erros perpetrados, impunemente, pelos poderosos? Por quanto tempo mais conseguiremos tolerar esta situação?
Francisco Capelo Colaborador da AAUMa