Vivemos, hoje, com uma taxa de desemprego acima dos 20%, mais de 25.000 madeirenses e porto-santenses procuram emprego e não encontram. Este ano já desapareceram 500 empresas. A morte da economia está à vista de todos e a emigração tornou-se uma dolorosa realidade. Quem olha para esta situação, percebe que estamos tal e qual nos tempos da pré-adesão à União Europeia. É necessário virar a página. Vivemos um daqueles momentos da história em que a vontade dos cidadãos ditará o nosso futuro. Precisamos mais do que nunca de soluções, que só são possíveis com mudanças políticas. Deitar um remendo na governação não é solução porque o PSD está ligado a uma máquina que é irregenerável e, ademais, responsável pela falência da nossa Madeira. É necessário renegociar o PAEF da Madeira, bem como conseguir uma Lei de Finanças Regionais que deixe espaço ao crescimento económico e ao emprego. Tal não é possível com os atuais governantes, como está, sobejamente, demonstrado pelos factos. As próximas eleições autárquicas são o momento de mostrar o cartão vermelho e afastar da frente dos destinos das Câmaras Municipais quem às levou à falência e à desgraça. Quem tão mal governou, quem endividou as câmaras municipais e, agora, lança sobre os munícipes impostos e taxas para que paguem os seus erros, não merece continuar. Dar o voto em quem nos colocou nesta tragédia é dizer: continuem a governar mal que nós, cidadãos, estamos disponíveis para pagar os vossos erros. Se, no dia-a-dia, os cidadãos não aceitam pagar pelos erros dos outros, não vejo razão para, na política, ser diferente. Só assim se penaliza os infractores; só assim se faz justiça; só assim a democracia tem sentido, com “crime e castigo”! Até aqueles que, durante anos, votaram pela continuidade, hoje sabem que este poder perdeu a razão de ser, não tendo um projecto credível para a Madeira e o Porto Santo. Passou a ser um projecto de poder pessoal, que nada de bom aos cidadãos augura. Até a grande maioria dos sociais-democratas já não se identificam com esta lógica de poder pessoal, que subverteu os valores e os interesses do nosso povo. Todos já percebemos que o que está em causa nas próximas eleições é a mudança. Só com a mudança há condições para a Madeira se reerguer e devolver-se a esperança e o sonho ao nosso povo.

Victor Freitas