A primeira vez que Alberto João Jardim disse que iria embora, se os registos não enganam, foi em 1980. A promessa era de que, em 1984, terminado o segundo mandato – o primeiro tinha sido apenas m eio porque quem o começou foi Ornelas Camacho – seria tempo de dar lugar a outros. Muita gente acreditou. Normal, porque o político em causa sempre disse estar desligado do poder e não pretender fazer da política profissão.

Passados quatro anos, uma ‘onda de fundo’ no partido exigiu a sua continuidade. Até aqui, também tudo normal. Depois, de quatro em quatro anos, essa ‘onda’, qual tsunami laranja, repetiu-se e a recandidatura tornou-se uma rotina. Parecido com aqueles valentões que dizem que vão bater em todos, mas só nsabem uma frase: “agarrem-me, agarrem-me que perco a cabeça”. Nesses casos é preciso haver quem ‘agarre’. No caso do presidente do Governo Regional e do PSD-M é preciso haver quem diga ‘Fica! Fica!’ e comece a onda.

Desta vez, depois de quase ter sido posto fora do partido pelos militantes – a diferença entre a vitória e a saída forçada foi de menos de 100 votos -, a promessa é de sair em 2014, lá para o fim, promover um congresso e entregar o Governo Regional a quem ganhar o partido.

Aceitam-se apostas sobre qual será a desculpara negar esta promessa. A mais provável é a teoria do caos – “sem mim isto vai ao fundo” -, mas há outras que devem pagara mais na bolsa de apostas, como o “não querer deixar a Madeira em crise” ou “ninguém tem perfil para líder”. Uma delas deverá ganhar.

O que pode deitar por terra tudo isto, mesmo que o próprio não admite, é uma ‘banhada’ nas eleições autárquicas. Se perder por muitos, nem os mais próximos o defendem. E aí… já não há aposta vencedora.