Sara Gonçalves Venho por este meio expor a minha opinião, em resposta a uma carta designada por “Viagem de Finalistas”. Esta opinião irá, com certeza, de encontro com a de todos os encarregados de educação, professores, alunos e colaboradores envolvidos na presente situação. A respectiva carta publicada anteriormente é de carácter abusivo na medida em que emite juízos de valor acerca de um assunto no qual a autora não está inserida. Existem momentos na nossa vida em que, correntemente falando, perdemos a oportunidade para estar calados. Esses respectivos momentos, geralmente, são aqueles em que uma infeliz pessoa com uma ignorante opinião (como a mesma a intitula), decide interferir em matérias nas quais não tem voto. Já para não referir que seriam, exclusivamente, legítimas essas considerações, se a autora das mesmas estivesse minimamente ao corrente das circunstâncias em que foram e serão realizadas as viagens. Especificando o caso do 4ºA, posso, seguramente, aferir que os finalistas encontram-se de férias e a usufruir de momentos memoráveis, que jamais esquecerão, proporcionados por um leque de pessoas que trabalharam todo um ano lectivo em prol do sucesso desta viagem. Foi através do esforço e entrega de um professor dedicado e de uns encarregados de educação atenciosos que estas férias se realizaram a custo zero e, por isso, é de salientar que a situação financeira dos alunos não foi um factor condicionante à concretização das mesmas. Deste modo, é crucial informar a Sr.ª Dona Natividade Martins de que esta viagem concretizou-se com base num princípio de igualdade em que todos os alunos tiveram acesso à mesma, sendo financeiramente diferenciados, apenas, no valor monetário que levariam para a aquisição de prendinhas extra. É de evidenciar que esta senhora terá com certeza uma dificuldade extrema em avaliar o carácter admissível de determinadas situações, visto que no seu ponto de vista seria mais aceitável inserir crianças num contexto de crise e consequentemente prejudicá-las com a ilusão de que criar lembranças de uma infância feliz é um “capricho”, em vez de proporcionar-lhes dias felizes. Capricho é perder tempo de vida a escrever uma carta descontextualizada fazendo do Diário de Notícias um mural de frustrações. Gostaria de salientar que a viagem do 4ºA realizou-se, as crianças adoraram e irão, para sempre, lembrar-se, com gratidão, destes três dias.