Jorge Martins Por vezes fico espantado, ou isso, com a “distinta lata” como se diz na minha terra, de alguns, que arrogando-se em paladinos da democracia, escrevinham coisas de que se não recordam nem por ouvir dizer, parafraseando Salazar de “escrebido” e lamentando o serem arautos deste povo desprezível que se não alevanta, perante as indizíveis malfeitorias que Passos e Gaspar invencionam para espremer os espremidos, a mandato, deveria ser mandado de caladura, dos senhores detentores dos media. Eu, lembro-me de ter assistido, a preto e branco, ao discurso do Ditador a 28 de Maio de 1968 em Braga, comemorando os 60 anos da ditadura, como de a seguir no Quartier Latin das barricadas libertadoras e , um ano depois da campanha pela CDU para as eleições legislativas, primeiro em Trás-os-Montes e depois em Moçambique, onde a candidatura acabou por ser proibida . Tinha eu catorze, 14, anos. Aos dezasseis anos, vi um Jornal do qual me tinham feito director, ser proibido e retirado das estampas por na capa apresentar uns jovens de braço estendido a dizer “...levados sim”. Na mesma semana foi proibido definitivamente o Jornal da Faculdade de Medicina aonde havia entrado e ao qual tinha dado uma entrevista, anunciando que ia propor uma greve geral da Universidade na Assembleia Magna que teria lugar proximamente, o que fiz, mesmo com os esbirros às costas.Na altura até já tinha 17 anos feitos há um mês. Parece-me que de história já chega e é, porventura, pouco interessante para o leitor, mas beliscam-me desde logo os anónimos, não são boas pessoas de certeza, mas também e, quem sabe, mais os que com poder mediático fazem de conta sobre o essencial e, que tal uma investigação séroia e profunda sobre o enrequecimento ilícito de um, eu só peço de um, dos mandadores da Madeira , não se atrevem a tal, passando os dias a cobrir recados deste daquele e daqueloutro , por 100 ou 200 € ?