A. J. Ferreira Quando durante um período crítico da nossa economia alguém tem uma iniciativa para ultrapassar a situação, eis que surge uma maneira muito simpática de cortar toda e qualquer iniciativa para poder servir de forma acérrima o sistema implementado. Vem isto a propósito do espectáculo apresentado na passada sexta-feira, dia 24, no Casino, onde corajosamente se apresentaram quatro grupos de humoristas madeirenses, que, enfrentado todas as situações adversas à conjuntura actual, quiseram por momentos, através de uma boa gargalhada, fazer esquecer por todas a situações de tristeza a que nos têm levado nos últimos tempos. E não é que a PSP, com todo o rigor que habitualmente faz cumprir a lei, não desperdiçou também essa noite para fazer valer a sua eficácia, multando todos, ou quase todos os veículos que temporariamente se encontravam estacionados em cima dos passeios adjacentes à sala referida. É de uma falta de civismo e penalizador o incumprimento das regras de trânsito e nisso estou plenamente de acordo e apoio sem qualquer reparo a aplicação da lei. Mas essa mesma lei deve ser aplicada com o mesmo rigor para toda e qualquer situação semelhante que por aí se apresenta, Mas, segundo constou a muita gente, em casos anteriores esse rigor não foi cumprido. É caso para dizer que até já descobriram a maneira de, indirectamente, cobrar um imposto para rir. Só me apetece mais uma humilde gargalhada.