Manuel Freitas Vem isto a propósito da notícia breve do professor que em Santa Cruz bateu na mesa, intimidou os alunos, abanou a comunidade educativa com o que parece estranho, porém necessário, quanto mais não seja para evitar colocar mais poeira para debaixo do tapete. Coloca-se uma vez, vinte vezes, mas oitenta são demasiadas. Afinal, não são todas as escolas que apresentam uma taxa de meninos com indisciplina a atingir os 85%. Não serão todas as escolas onde os senhores professores são isto e aquilo e do piorio, onde os alunos fazem e dizem o que queremos num clima de estalar. À volta da escola, acompanha a delinquência, alguns dos meninos, já referenciados pela segurança pública, com um nível de língua apuradíssimo, como o alho e o bugalho, sempre em coro constante. Por isso, quando sucede o contrário, dói muito, ai se dói... Pelo meio disto, algumas cabalas encomendadas servirão para os que esperam a oportunidade do espaço que ficar vazio. A escola deixou de ter a importância e o respeito que tinha entre todos e os alunos vivem isso! Conhecem a realidade, daí que estejam todos acima dos profissionais que, no meu tempo, eram estimados. Qual estima?! Nós, os pais, sabemos que há ali qualquer coisa de anormal que a qualquer momento terá de rebentar, mesmo com processos, mesmo com intimidações, mesmo que ninguém valha nada. A que tempo se chegou! Culpa da fiscalização e de todos os responsáveis que nada fazem perante a degradação educativa. Um caos! Uma morte há muito anunciada!