Guido Gomes O senhor Pedro Marques escreveu uma carta de leitor, neste órgão de comunicação social, manifestando, legitimamente, a sua revolta pelo facto da nossa Secretária Regional, Dr.ª Conceição Estudante, não ter “mexido uma palha” para que a permanência do Armas na rota da Madeira fosse uma realidade. Concordo com muitas das coisas que diz, inclusive que o residente da Câmara do Funchal, não se manifestou nem efectuou diligências, no entanto discordo quando refere-se aos “outros autarcas do Funchal”. No dia 2 de Fevereiro de 2012, escrevi uma carta, publicada no Diário de Noticias da Madeira, que tinha como título “ARMAS a quanto obrigas”. Na minha opinião, manifestada de forma clara na carta, fiz referência que a Senhora Secretária do Turismo e Transportes não mexeu uma palha para que a linha do Naviera Armas continuasse. Também estive na manifestação no molhe da pontinha como muitos anónimos e bons Madeirenses, aquando da última viagem do navio ARMAS. Em conversa com o representante do armador espanhol, tomei conhecimento que a Empresa estava disponível para uma negociação com outras taxas portuárias, de valor mais reduzido, com o Governo Regional, de modo a se viabilizar a continuação desta linha. Mais acrescento, que depois deste episódio a atitude da Senhora Secretária Regional foi de apregoar aos “sete ventos” que fez tudo o que estava ao seu alcance. O que não corresponde com a realidade. Isto é pura demagogia, a Senhora Secretaria Regional apenas lhe interessa defender o “Império dos Sousas”, e está-se nas tintas para com os Madeirenses que a elegeram, pois ela já tem a reforma garantida e acumulável com o seu ordenado. Num momento de brutal crise económica, esta medida de protecção de um grupo económico, veio tornar os transportes marítimos, muito mais caros, sufocando os madeirenses, que ao adquirem actualmente todos os produtos, principalmente os de primeira necessidade, tem de pagar um valor superior se calar. Esta posição é deveras uma clara garantia facultada ao armador do Grupo Sousa de continuar, por mais bons anos, o seu monopólio, que aumenta o custo de vida dos Madeirenses.