Laura Alves Esta notícia sobre a Cáritas indigna qualquer ser humano com o mínimo de sensibilidade, em tempos difíceis como os que estamos a viver, comprar bens de primeira necessidade infelizmente não está acessível a muitas famílias, comprar uma peça de roupa por mais barata que seja, é considerado um luxo. A comunidade manifesta a sua solidariedade apoiando estas instituições com os bens que podem, equipas de voluntários, dedicam o seu tempo em prol dos mais necessitados, e depois estas instituições banalizam estes actos solidários, notícias como esta colocam em risco a credibilidade e os princípios destas instituições de apoio. Questiono se estas roupas eram para serem atribuídas às vítimas da intempérie do 20 de Fevereiro de 2010, 3 anos depois, o que é que ainda faziam nos armazéns da instituição? Sobraram? Porque é que não se fez um levantamento das necessidades pelas diversas freguesias da Região, para se aferir se havia alguém que precisa-se? Será que não há pessoas que necessitem de apoio deste nível? Respondendo à questão proposta, e partindo do pressuposto que não há quem careça, porque é que não foram enviadas estas roupas para países de 3º mundo, que com certeza seriam bem recebidas.