Manuel Marinho Ver para crer, dizemos, com cansativa sensatez, tal como o Apóstolo Tomé. Ele que só acreditou na ressurreição de Cristo quando lhe tocou nas feridas, mas aqui surge uma contradição, se tocou, é porque não se contentou com a visão. Ou será que viu e não lhe chegou a tocar. A Bíblia conta, que os discípulos foram visitados por cristo ressuscitado, numa ocasião em que Tomé estava ausente. Quando lhe contaram o sucedido, ele zangou-se, e garantiu: "se eu vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei". E não lhe bastou a visão, exige, tato porque este é que releva o milagre. Então fui buscar esta parábola da história da Bíblia, para mim também não é fácil de acreditar, sem ter um trabalho na Região Autónoma da Madeira. Ao fim de ano de desilusões e a lutar pelo mesmo. Escrevendo a todo, o quadrante político da região em que estes gentilmente me foram respondendo da maneira que mais lhe convinham.

Alguns meses mais tarde resolvi escrever a alguns partidos com acento na A. R. da Madeira, não tive qualquer, resposta dos mesmos. Por fim no final do mês de Março escrevi para as Cartas do Leitor, com o tema "dois tipos de Desempregados", alguns dias depois de ter saído no Diário de Notícias, fui chamado ao Instituto de Emprego da Madeira à presidência do mesmo, falar sobre alguns aspetos do escrito no cartas do leitor, ficando tudo explicado e conversado com o senhor presidente Dr. Sidónio Fernandes, onde este me dizia que iria fazer de tudo, para me colocar num programa ocupacional de desempregados, mas não me prometia nada, dizendo que não tinha o conhecimento da minha situação, perante o I.E., o pedido feito pelo senhor Dr. Francisco Ramos. Eu até acho que mereço, depois de tanto esforço a pedir trabalho a gente toda, bem sei que estamos em tempo de crise, mas não será uma crise de valores. Quando saí do Instituto de emprego lembrei-me logo de duas histórias e fiquei com um pé atrás a primeira era o dia 1 de Abril o dia das "petas". Depois a história do Apóstolo Tomé "Ver ou tocar para crer", que neste caso a Ter um trabalho para crer. E depois de tantas desilusões para quê iludir-me, mais é triste que uma pessoa com 43 anos de idade, não seja autónomo na sua vida neste momento não tendo vida própria para nada, numa Região que se fala de tanta autonomia. Depois então acontecem os inevitáveis, o Diário vem anunciando todas as semanas, mais fome na Região, mais roubos par comer, mais sem abrigo, para já ainda não passei por isso, porque vou comer à Associação Protetora dos Pobres, e vou fazendo aminha vida, com ajuda de outros. O sistema do desemprego por culpa de todos. Mas maiores culpados foram os partidos e os políticos. Não venham agora dizer que se forem para "poleiro" vão arranjar emprego então se eu já estou desempregado desde 2009 e nada e já passaram muitos pelo governo Central e Regional. E já estou enjoado, incomodado e insatisfeito demais. Tendo poucas emoções políticas, os políticos Madeirenses gostam de seguir a Política do Governo Central. Esta questão fica assim arrumada, eu estou tão obscuro como o Tomé mas não a outra questão que veio suscitar porque razão não tenho emprego Na Região Autónoma da Madeira. Dando-vos, deste modo, uma mensagem indireta "não liguem ao que estes homens dizem". E tentei colaborar com o sentido desta coluna com o que ela caracteriza.