Severino Olim A negação a estes profissionais ao acesso do serviço de escala ao Aeroporto Internacional da Madeira, merece o meu total repúdio, a minha solidariedade e, sem sombra de dúvidas, a minha total indignação e de todos aqueles que, como eu, fazem do uso da cidadania um farol de liberdade cívica em prol de decisões que possam viabilizar medidas práticas que aliviem o sufoco em que muitos madeirenses em geral e machiquenses em particular se encontram mergulhados. Há uma coisa que se chama "exercício da democracia" que quando bem exercido pelos políticos em pleno uso de liberdade da sua consciência em favor da população que os elege tem por mérito, uma particularidade bastante nobre, o fácil reconhecimento publico e o cariz sublime do modo como conduzem e aceitam as opiniões dos seus concidadãos. O Sr. Emanuel Gomes, ilustre político de Machico, ao rematar o contraditório da indignação dos taxistas da praça desta cidade e ao enumerar as estradas que hoje são visíveis nomeadamente na Ribeira Seca esqueceu-se por conveniência de mencionar os factos que levam as populações dos sítios altos da freguesia a usufruírem, hoje, de melhores estradas, de redes de saneamento básico e de outras necessárias infraestruturas publicas imprescindíveis à vida dos machiquenses. Já agora, permita-me ajudar-lhe nesse raciocínio: quando o povo se organiza, reivindica por mais e melhores estradas, melhores escolas, por caminhos agrícolas e por outras legítimas aspirações tem como objetivo melhor as suas condições de vida, facilitar a governação dos seus eleitos, atrair e criar riqueza no seu sítio e tornar o seu concelho mais moderno e mais agradável para viver. Sem esforço de maior, também se constata, que uma classe de profissionais como esta dos taxistas, quando luta pelos seus ideais é porque acredita na força dos seus anseios e nos ecos da sua resistência tão necessária à imperiosa concretização da sua devida pretensão. Pretensão, que o Senhor ao longo dos 8 anos em que geriu os destinos da Camara e, mesmo, na qualidade de deputado parece que a hipnotizou, deixando que a mesma lhe tenha passado ao lado durante todo esse tempo! Dá a entender que nunca agiu com bastante determinação perante a encruzilhada desta realidade. Por outro lado, parece consentir que esta questão tenha sido utilizada como palco de um jogo de ping-pong ora calendarizado para os campos do partido que governa a CM Santa Cruz ora para os recintos dos mesmos pares em Machico. Face a tudo isto, entendo que a minha intervenção está obter o mérito que os taxistas tanto aguardavam, como tantas outras em prol de situações inaceitáveis e indefinidas da freguesia levando a que, desta vez, os efeitos produzidos possam contribuir para um real esclarecimento da situação e com outro ímpeto motivacional para os caminhos que ainda serão necessários percorrer com vista ao direito pleno ao serviço de escala de táxis no aeroporto a estes profissionais. Acredito que, tem sido árduo e penoso todo este processo em redor deste problema mas, uma coisa parece ter ficado bem claro, que depois deste empurram a unidade na ação dos taxistas sai reforçada e a persistência junto daqueles que a partir de agora, se revelam mais disponíveis em querer ajudar deve ser uma constante, a fim de que, o triunfo pelo vosso direito venha a ser em breve uma verdadeira realidade. Quanto ao Presidente da Camara, Senhor António Olim, permita-me dizer-lhe publicamente que a sua elevada educação me inibe de tecer qualquer comentário sobre o seu estilhaço desferido a propósito da minha intervenção sobre a indignação vivida, há muito tempo, pelos nossos taxistas e suas famílias.