J. Edgar Marques Da Silva Todos sabemos, que "tudo o que sobe, desce", a verdade é que subir até pode custar, mas descer, nada custa, realmente o que custa mais é depois de subir, pairar e planar, requer um esforço suplementar e uma continuada atenção ao que se produziu no processo de subida.
É que durante o processo de subida, é crucia se dar a devida atenção, o devido respeito, a necessária colaboração e dedicação, o merecido valor, a todos os envolvidos nesse evento de propulsão, então não devemos ter medo de descer, pois novamente encontraremos amigos dedicados nesse processo de descida, e de certeza que será apenas uma forma de se tornar a subir, ganhando novas forças, por um novo impulso: para todo este processo ter êxito é necessário existir uma liderança que centre toda a sua ação na coesão e no reforço da união.
Se retrocedêssemos no tempo, veríamos que o "laranjal" que nos governa, era composto por vistosas laranjeiras, doces, que defendiam os valores e as causas da democracia, hoje temos um laranjal, ainda com muita laranjeira, mas o seu fruto é amargo, azedo, e o míldio domina as suas folhas, que de verdes ganham uma tonalidade doentia e amarelada; quem o plantou, descuidou-se e deixou-se cegar pela produtividade dos primeiros anos, escolheu umas laranjeiras, e umas laranjinhas e assim pensou que todo o laranjal estava dominado pela sua agricultura de encantamento, e pelo seu adubo de manipulação: a vassalagem em grande medida consumou-se e a corrupção instalou-se como necessária moeda de troca; hoje desminar o campo onde se alberga e protege esta moeda torna-se crucial, mas também, torna-se necessário, que algumas sejam desarmadas pelos próprios que assim se denunciam.
Matou aos poucos a produtividade, eliminou a iniciativa, travou a mudança, estagnou a evolução, ficou-se embebedado pelas sumarentas laranjeiras, e pelo retorno que a rega de favoritismos sem olhar a consequências, lhe permitiu dominar o laranjal e o usar para se perpetuar como "laranjeira-mor", até que a produção se fine.
O laranjal está podre, e nem a possibilidade que se abriu com a "revolta de metade das laranjeiras", foi possível fazer desperta do marasmo as ressacadas laranjeiras que preferiram acompanhar numa descida que destrói e "esconcroi" um partido, egoísta, que arrasta nessa tempestade todo um povo, convidado agora pela miséria, a manter no poder um laranjal azedo. Urge então mudar, e têm os madeirenses a oportunidade de fazer duas coisas, ou assistem sentados, ou tomam iniciativas e promovam a mudança, porque ela como todas as coisas precisa de propulsão para subir, ninguém tem receitas magicas, mas como afirmou Nelson Mandela, as "coisas difíceis, torna-se fáceis quando aparecem feitas", a nem só de laranjas vive o Homem, e na politica temos exemplos de homens simples que se tornaram grandes e de grandes que se tornaram não pequenos, mas inúteis.
É por isso que sem medo de mudar, aceito que é imperioso dizer basta e mudar. A cidadania e a dignidade o assim exige, com frontalidade e verticalidade, respeitando na integra os valores e as causas da democracia.