Existem várias formas de sustentabilidade do nosso comércio citadino se adoptarmos estratégias culturais eficazes.

Não podemos comparar o nosso modo de estar com o espírito e dinâmicas de "nuestros Hermanos". No entanto existem muitas soluções viáveis em algumas das suas cidades para tornar nossa capital culturalmente mais dinâmica, quer para o turista que nos visita, quer para o comum cidadão desta ilha.

Barcelona possui as conhecidas "Ramblas" com grande movimentação de pedestres, não fossem estas dinamizadas diariamente por "performances" de vários tipos desde as mímicas às de atores ou de músicos, permanecendo lotada principalmente de turistas ao longo do dia e boa parte da noite. Uma comparação que para alguns poderá parecer absurda mas que contribuirá para o crescimento da nossa ilha.

A "Puerta del Sol" em Madrid é outra praça que atrai turistas quer pelo seu comércio, quer pela forte vida cultural, esta, preconizada na sua maioria por artistas independentes que ali encontram sua forma de sustentabilidade financeira. A capital espanhola estima receber durante o ano de 2013 dez milhões de turistas!

Na Madeira existem inúmeras associações de teatro e artistas das mais variadas especialidades, inclusivamente etnográficas, patrocinadas anualmente pelo erário público. Coletividades culturais associadas e individuais que em alguns casos os contemplados limitam-se a animar a baixa do Funchal unicamente duas vezes ao ano. Seria inteligente ao invés desta já desatualizada estratégia, utilizar parte destas verbas anuais para lançar mensalmente concursos com prémios aliciantes para grupos ou artistas individuais que promovessem a animação cultural na baixa do Funchal por forma a implementar uma maior dinamização e diversificação da oferta cultural diária. Os turistas que nos visitam agradeceriam e com naturalidade farão a promoção gratuita da Madeira.

Luís Guilherme de Nóbrega, Professor

Luís Guilherme de Nóbrega