Não é mais possível que o CDS continue no Governo da República subordinando-se ao ministro das finanças Vítor Gaspar, perdendo a sua própria identidade, enquanto partido democrata-cristão, pois já se constatou que quem manda no primeiro-ministro é o troikiano ministro das finanças, ou, dizendo mais correctamente, Pedro Passos Coelho não passa de um simples porta-voz de Vitor Gaspar que é, obviamente, quem impõe todas as medidas de austeridade aos portugueses. Face a esta realidade, consideramos que chegou o momento do CDS e Paulo Portas dizerem definitivamente a Pedro Passos Coelho: ou sai Gaspar ou saímos nós! Não há mais margem para que o CDS continue a aceitar, mesmo com as ressalvas semânticas de que há medidas que são uma excepção, porque isso vale muito pouco! Para os cidadãos não basta dizer que somos contra uma medida, pois se a pudermos evitar a nossa função, enquanto políticos, é impedir que a mesma vá penalizar milhões de pessoas, como acontecerá em relação à TSU que poderá vir a ser aplicada aos pensionistas! Nós CDS Madeira já o afirmámos e continuaremos, coerentemente, a defender a inevitabilidade da saída do actual ministro das finanças antes que, social e economicamente, o País fique moribundo! A missão política de um partido no governo e, sobretudo, dos seus deputados nos parlamentos é defender, prioritariamente, os cidadãos que os elegeram e, consequentemente, procurar legislar e executar medidas que defendam as famílias, as empresas, os pensionistas, os que perderam o emprego, os jovens, etc. e não um conjunto de interesses bancários internacionais que estão a destruir a nossa sociedade, a empobrecer os portugueses, sem resultados económicos! Se é para continuar a seguir este caminho, o CDS deve ponderar, seriamente, a saída deste governo e deixar o PSD a governar sozinho, caso persista em manter o ministro das finanças. Chegou o momento de Paulo Portas decidir: ou sai Gaspar ou sai ele!
Lopes da Fonseca, Líder parlamentar do CDS-M