Sérgio Potier Há quem defenda que os reformados, os pensionistas, depois de terem dito adeus ao mundo do trabalho não devem receber subsídios de férias. É preciso que se diga, que muitos pensionistas sentem-se marginalizados, vivem sózinhos, alguns têm parentes que estão longe e, muitas vezes vão passar algum tempo de férias com eles, e como é òbvio, esse subsidio ajuda nas despesas das férias. Toda a gente sabe que o lazer opôem-se ao trabalho, mas o lazer não são apenas tempos livres, são também um conjunto de ocupações a que os reformados se entregam de livre vontade, quer para desenvolver uma participação social, como seja uma formação ou informação desinteressada, e querem como todas as pessoas devertirem-se após se terem libertado das suas obrigações profissionais. A sociologia dos prazeres ou tempos livres, têm-se debruçado, e ainda bem e felizmente, sobre a totalidade da existência humana, porque há uma série de problemas que se levantam às pessoas até ao fim do seu ciclo de vida. Por exemplo, praticar um desporto depois de reformado ou uma prática cultural, artistica etc, é um lazer activo, ao contrário do lazer passivo, em que se é frequente espectador do lazer activo. Portanto, se a questão do subsidio de fárias só deve ser pago a quem ainda está no activo, então para um trabalhador gozar férias também não precisa de um subsídio. Basta estar fora do seu local de trabalho, a repousar em casa, não sair do local de residência, estando de férias, sem remuneração adicional. Parece-me que a doutrina do Direito do trabalho define como causa para o período de férias, o repouso do trabalhador, para este poder enfrentar com vigôr e energia um novo ano de esforço ou labuta laboral, e assim sendo, não precisa do subsídio para nada. Basta repousar. O subsídio de férias tanto para reformados como para trabalhadores no activo, promove o crescimento do consumo e a criação de novos consumos de que resulta novos clusters para a actividade económica. Que eu saiba o coeficiente de Gini não foi criado para demonstrarar apenas as diferenças de rendimentos, mas também para esbatê-los.