Ana Bela F. Gouveia Cara leitora que vive fora da Ilha (carta de 20/03), li o seu relato sobre a nossa gente bilhardeira e de mentalidade tacanha e muito me espanta você ter uma mentalidade tão avançada e fazer relatos sobre assuntos que de certeza até desconhece os factos. Isso não é bilhardice? Não é jogar palavras ao vento? Não foi o Sr. Manuel Spínola que decidiu lavar roupa suja, nem tão pouco procura mediatismo através da comunicação social porque o Sr. Manelhinho é sobejamente conhecido de todos, é um homem honesto e íntegro e não é por meros trocos que anda no ar toda esta polémica. A Sra. fala do Sr. Cónego que se tem mantido calado e não desce a baixo nível mas não se esqueça que "cão que ladra não morde"! O nosso Cónego tem mantido uma postura de pura arrogância e toma decisões essas sim de pura vingança. Se na nossa "aldeia" temos uma Banda Filarmónica, porque é que o nosso santo e bondoso Cónego a proibiu de tocar nas nossas festas e procissões e contrata bandas de fora? A Sra. fala que o coro não pensa no amor cristão, que quer ganhar para cantar nas missas, então porque é que se leva dinheiro para celebrar um casamento, um baptizado ou um funeral? Será que isto não é um dever do sacerdote? Se não pagar, não tem? O Sr. Cónego, quanto a mim, é um homem arrogante, vaidoso e que se acha um todo poderoso; mas pensando bem, quem consegue enfrentar a Igreja? Na verdade, enquanto se escrevem "bilhardices de gente tacanha da aldeia" o ilustre Sr. Cónego, silenciosamente, vai agindo e decidindo tudo porque afinal "o cão ladra e a caravana passa"! Um bem haja ao Sr. Manuel Spínola, professor, orientador, presidente da Banda Filarmónica. Homem acarinhado e respeitado por tantos jovens, tantos pupilos, homem que leva a Banda Filarmónica para a frente, recrutando rapazes e raparigas, ensinando a tocar instrumentos, ensaiando depois de um dia de trabalho, usando as suas horas de lazer em prol de tanta gente. Um bem haja. Houvesse mais Manueis como este na nossa terra.