J. Edgar Marques da Silva Temos assistido nestes conturbados tempos, ao desabrochar da verdadeira personalidade política das gentes que nos governam, que de gente têm pouco e de pessoas de bem, nada também. Mas o cinismo e a hipocrisia empatam, tamanha "cara de pau" destes políticos: "não sabem de nada, nada é com eles, eles nem estavam lá, nem ainda foram notificados", mas já reagem, "foram eleitos, então estão, legitimados", argumentam e puerilmente, cheios de atropelos defendem-se, de algo que é uma "garotice; que todos no lugar do outro fariam o mesmo", unidos pela confiança mútua potenciada pela forma de moção e de processos aos "eventuais difamadores jornalistas, ou até quiçá aos próprios investigadores, "que violaram e estupraram" o segredo de justiça, porque no segredo deveria ter ficado a culpa, condenada a morrer de solteira. Maior aberração é se constatar a teimosia doentia e de longa data, que apesar de todas as duvidas que se levantam, das naturais desconfianças, continuam impávidos e serenos a governar, a legitimidade usada mesmo que por um "fio de cabelo", para se segurarem á cadeira do poder, que podre e fétido teimam em agarrar e nunca deixar, mesmo que todos se apercebam que de governo e a governar "amassam uma crescente mentira", igual aquele que de cuecas e nu, julgava ainda ser Rei. Mas brincam aos governos nem se importando com as consequências nos governados, nem com o sofrimento das gentes, os mesmos quais tontos, totós, aparentemente amestrados ou até hipnotizados, continuam com voto a legitimar uma democracia de proxenetas e de chulos, um albergue de miseráveis que enriquecem com a miséria, o sangue e sofrimento das suas gentes, tais qual vampiros sedentos de sangue, que da vitima esperam apenas que sangre muito e durante muito tempo, enquanto vigorar planos de assistência. Deveremos sim, de uma vez por todas escolher outros "vampiros", deputados, presidentes, mais pela pessoa que é, que pelo partido que o aponta, esse deverá contar cada vez menos, assim como o apontador mor, construir outro albergue, que albergue gente de honra e de brio, que goste de "sumo de amora e deteste sangue", atente-se porque se continua aqui a ler, "que os tipos são todos uns santos", mas todos sabem que têm o inferno garantido.