Vou pedir ao Estado português um apoio para a compra de dois pares de calças e de uma carteira nova, porque as poucas que tenho já têm os bolsos rotos de guardar tanta fatura. Como já não cabiam na carteira, os famigerados papelinhos dos cafés e bolinhos que se vão comendo por aí, abriram um buraco quase do tamanho do diferencial entre o deficit previsto pelo governo e a realidade. Agora anda tudo com um olho na bica e outro na porta, não vá estar um agente AT a fazer verificação do castanho do café nos dentes e fatura no bolso. Depois de gastarem tudo e mais alguma coisa, estes (des) governos vão apresentar à troika mais uns milhões de funcionários públicos (grande parte da população) agregados à direção geral de impostos sem custos inerentes. É assim em Portugal, obrigado a reduzir as despesas de administração ainda faz melhor: contrata sem custos. E reduz nas contribuições sociais, mas os ministérios não diminuem um cêntimo nos gastos e nos cartões de crédito. Uma festa de quem se arma em santo, com a lata do costume. Grândola Vila Morena pegou de galho, já se canta em Espanha nas manifestações. Os políticos têm muita culpa, mas que dizer do Clube dos Pensadores que convidou o ministro Relvas para responder a questões de quem aparecesse? Como se pode convidar alguém que ainda não conseguiu justificação plausível (no meu entender) para a sua licenciatura? Só se foi mesmo para ouvir a canção da revolução e alguns insultos que lhe foram dirigidos da plateia. A comunicação social tem a sua quota no imbróglio que o país está metido. Bastou ver quanto foi escrito e dito sobre o tal novo secretário que não denunciou a burla da SLN e do BPN, para duas semanas depois aparecer uma carta de Franquelim Alves com denúncias. Parecia que Portugal girava em torno do que esta personagem não teria feito para evitar as fraudes, quando o que parece girar são os amigos do poder em torno dos tachos. E como sempre, vão acabar por acossar os mensageiros em vez de investigar as denúncias. Tal e qual como num estado de direito. Um estado que castiga os seus cidadãos da Madeira, seja através de impostos, seja através de empresas estatais. Essa de pagar as viagens à Madeira das equipas do continente e não fazer o mesmo com os "nossos" quando lá vão em competições desportivas, é mesmo de um governo que mistura alhos com bugalhos, quando prejudica os ilhéus que nenhuma culpa tiveram nos buracos que o governo regional criou. E usar a TAP, através de preços incomportáveis nas alturas que mais precisamos, é crime. Porque é uma empresa do estado e trata diferencial e negativamente os madeirenses. Até a Galp, outro dos braços de Coelho e Gaspar, faz campanhas só para o retângulo, como se não vendesse nada na Madeira e Açores. Até quando vamos aturar este tratamento de gente que criou uma bolha de desemprego e miséria nunca vista no nosso país? Aturar isto é como ler aquelas crónicas de alguns "comentadores" desportivos regionais. Aqueles que, não conseguindo ser imparciais, ficam caladinhos quando as coisas não correm de feição e mal o clube faz uma gracinha, desatam logo às "bicadas" no rival, com comentários jocosos e referências tontas, para além de uma crónica inútil dos jogos. Não há nada que prove quem é o melhor clube da Madeira a não ser os factos e a história. O Nacional ainda está a alguma distância do Marítimo, mesmo que tenha ficado no quarto lugar e tenha eliminado uma equipa com algum nome na Europa. Tem muito menos associados e muito menos adeptos, para além de ser muito menos conhecido por esse mundo fora. O ser melhor pode ser subjetivo se não for analisado racionalmente, mas será que alguém consegue explicar isso aos dois escribas da Choupana?!
Paulo Gomes