Para garantir mais dinheiro no investimento público a favor do desenvolvimento humano e social do concelho do Funchal, a CDU propôs na Câmara Municipal a aplicação da taxa da derrama de 1,5% sobre o valor dos lucros das empresas com valor tributável em sede de IRC com volume de negócios superior a 150 mil euros. A proposta em questão foi chumbada pela “Coligação Cafôfo”. Acharam que era muito. A CMF não quis ter aqueles largos milhões para financiar o apoio social. Preferiu proteger os interesses do Capital.
A CDU apoiou a descida dos valores do IRS. A “Coligação Cafôfo” manifestou-se contra.
A CDU propôs na CMF a diminuição dos valores do IMI, que nas Zonas Altas e noutras áreas em situação de maior fragilidade social deveria descer até 30%. A “Coligação Cafôfo” chumbou aquela proposta.
A CDU propôs a inversão orçamental, ou seja, que, em contraposição àquela que era a política elitista do PSD, 70% do investimento camarário deveria ser canalizado para a reabilitação das zonas socialmente mais precárias. A “Coligação Cafôfo” chumbou aquela proposta.
Mudança? Mau sinal!
Neste contexto, nem é causador de grande estranheza a recente orientação do PS/Madeira quanto a uma aliança com o CDS-PP…
Quando, para além da substituição dos responsáveis pela governação, se exigia uma viragem na natureza das políticas, os sinais que nos chegam da CMF não são, de maneira nenhuma, os mais positivos…
Edgar Silva