Portugal é um dos países da união europeia com taxas mais elevadas no aumento da prevalência de obesidade em crianças e adolescentes. O sedentarismo na população adulta é na ordem dos 80%. A incidência de doenças corelacionadas com a falta de movimento, as doenças hipocinéticas, provocadas pela ausência de exercício físico, como a obesidade, a diabetes tipo II, a hiperlípidemia, a hipertensão, os problemas de coluna, a ansiedade, o stress e a depressão são uma realidade preocupante no nosso país. O sedentarismo é dos fatores de risco principais da morte súbita. Enfrentamos um grave problema, se por um lado as tecnologias nos trazem conforto também contribuem na diminuição da atividade física, e consequente numa diminuição do gasto calórico diário. Contribuindo para o aparecimento das doenças relacionadas com o sedentarismo. Será possível reverter esta tendência? Que estratégias e medidas a adotar? A mudança de estilo de vida é essencial. Seja fisicamente ativo, use as escadas não o elevador, estacione o automóvel mais distante do local onde pretende ir. Caminhe a conversar, passear de bicicleta, a pé, brinque e jogue com os seus filhos. Nos centros comerciais use as escadas, não as rolantes. Socialize com os amigos através do desporto ao fim do dia. Faça exercício no ginásio. Inclua uma dieta variada e pouco calórica. O corpo humano tem cerca de 650 músculos, 360 articulações, é óbvio que esta arquitetura, está desenhada para o movimento. Use- o bem e diariamente.
Ricardo Aguiar Especialista exercício/saúde