Na ressaca do descalabro que as eleições de 29 de Setembro significaram para o PSD, o Dr. Jardim lembrou-se, de repente, de mandar o seu amigo Presidente da Empresa de Eletricidade da Madeira fazer um relatório sobre as dívidas das câmaras municipais à mencionada empresa, dividas que foram feitas durante os mandatos do PSD, por presidentes de câmara do PSD e todos os outros do PSD mas que o Dr. Jardim quer ver resolvidas pelos autarcas acabados de eleger, principalmente, os que foram eleitos fora das listas do seu partido. E foi assim que a ordem foi ditada: “Face ao exposto determino: a) Deve ser operada a regularização já prevista para o Município da Calheta b) Deve ser exigida a regularização da situação no Município do Funchal, procedendo-se à execução em caso de resistência ao acertado 3. No caso dos Municípios do de Porto Santo, Santa Cruz e S. Vicente, proceder-se-á de imediato à regularização ou, mantendo-se o incumprimento, proceder-se-á à execução das dívidas 4. Nos restantes casos procurar que se mantenha o esforço de regularização, não deixando derrapar” Está pérola foi dirigida “PARA EXECUÇÂO” ao Presidente da EEM, em 25 de Outubro, com conhecimento ao Vice-Presidente do GR e a todos os secretários regionais. Estou farto de procurar, e não encontro, a ordem do Dr. Jardim para que a EEM cobre, com a idêntica urgência, as alegadas dívidas do PSD à mesma empresa, no montante de 69.000 euros, bem como os alegados 60 milhões de euros dos serviços dependentes do Governo Regional. Não fosse isto ridículo, persecutório, miserável, insensato e daria vontade de rir. É por este tipo de comportamentos e de gestão – por impulso – que a Madeira chegou onde chegou e que os madeirenses estão a pagar uma dívida colossal que lhes sai da pele perante o alheamento de um Presidente ausente, quase sempre em Bruxelas, que perdeu a noção do que aqui se passa e do que as suas “brincadeiras” têm custado à Madeira, que em tempo até atribuiu um subsídio para palha ao burro ou cavalo propriedade do Coronel Morna. Haja vergonha porque bom senso já se viu que não existe. Apaguem mas é a luz a este Governo.
Jaime Leandro Secretário-Geral do PS-M