Sérgio Potier Há quem esteja a esfregar as mãos porque o governo alemão de coligação resolveu aumentar o salário minimo nacional fomentando a procura interna e consequentemente o aumento das importações. Mas pode não ser assim. Os alemães para defender os seus interesses não estão pelos ajustes. E Bruxelas está ao seu serviço. Por isso, com execepção do PCP, da extrema esquerda e de alguns nacionalistas de direita, quase toda a classe politica se converteu ao europeísmo que não tem e não vai ter futuro nenhum, a não ser que todos os países da U.E queiram ser lacaios dos alemães. Até a lei da nacionalidade portuguesa é uma vergonha, apesar de não ter uma intervenção directa da U. E , mas de forma indirecta, com o yus solis e o duo solis em detrimento cada vez maior do jus sanguinis, devido à diáspora portuguesa. Dois exemplos do egoísmo alemão: 1º Exemplo: Em Setembro de 1992 desencadeou-se a especulação contra algumas moedas do SME, designadamente a libra esterlina. Os especuladores obtêm emprestado libras em quantidades enormes que trocam por marcos alemães, esperando assim forçar as autoridades monetárias europeias a desvalorizarem a moeda inglesa. Aposta arriscada e perdida de antemão, pois acordos especificos, assinados em Nyborg na Dinamarca, em 1996, obrigou o Bundesbank a recomprar libras para barrar esssa especulação, ou, pelos menos a emprestar marcos alemães ao Banco da Inglaterra para o fazer. Apesar desses acordos o Bundesbank recusou-se. Abandona a divisa inglesa e precipita a sua expulsão do SME. E de passagem fez a fama e a fortuna de George Soros. Se os alemães tivessem feito o seu trabalho, a libra não teria deixado o SME e Soros teria ficado arruinado. Bem podem os países da UE esperarem pelos eurobondos, que eles só virão quando a galinha tiverem dentes. Por isso, eu sou dos muitos portugueses que defendem a saída de portugal do euro, distanciamento em relação à UE (preferindo antes a criação de união aduaneiras ou zonas de comércio livre para recuperar soberania).) e reposição dos controlos fronteiriços. 2º Exemplo: Os estaleiros de Viana do Castelo estiveram para ser restruturados, mas foi inviabilizada essa restruturação porque a alemanha tinha restruturado os seus estaleiros de Hamburgo e não queria que Portugal se tornassse um país competitivo (devido à mão de obra mais barata) com os estaleiros de Hamburgo. Pergunto: porque se inviabilizou os 180 milhões de euros que o governo de Sócrates quis colocar nos ENVC? Porque Bruxelas entende que na economia de mercado não pode haver proteccionismo porque disvirtua a concorrência. Pois bem, eu sou apologista dum proteccionismo moderado, desde que seja para proteger as indústrias do meu país. E a Alemaha, povo por quem tenho admiração, em casos destes, para mim , o que conta, é a prevalência do direito interno sobre o direito comunitário, independentemente dos tratados que só nos tem prejudicado. PS: Os herdeiros da Pide, não são só alguns. São também aqueles cujos familiares estavam acima dessa instituição, e que agora tem protecção dos SIS e recebem os seus directores. Aliàs, o tempo do pidesco acabou. A nova moda deve ser os bufos SISSESCOS.