A coerência e a frontalidade na política é porventura o mais forte legado que nos deixaram Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, mortos em acidente cujas circunstâncias ainda estão por apurar há 33 anos. Nos tempos que correm, de acontecimento e imediatismo, coerência e frontalidade, são valores esquecidos e muitas vezes ignorados. Tenho procurado remar contra a maré, e dentro da ”arte do possível” que é a política, tento que o CDS Madeira seja frontal e coerente nas suas posições e na sua prática política. Foi assim quando votámos contra o Orçamento de Estado para 2013 e voltou a ser assim, agora, quando voltamos a votar contra o Orçamento para o próximo ano, assumindo todos os custos de ir contra o Governo que o CDS integra a nível nacional. Essa coerência é medida também na Região, quando o CDS propõe uma redução de 30 por cento da subvenção dos partidos - e tendo o chumbo do PSD -, o partido abdica da verba correspondente para canalizá-la para acções de solidariedade. A nível municipal, a nossa coerência está demonstrada nos municípios onde o CDS ganhou (Santana) ou onde o seu voto é decisivo na Vereação e na Assembleia Municipal (Funchal). No Município de Santana, os cidadãos terão uma devolução de 2,5%, graças à poupança nas despesas correntes e à decisão de não existir cargos de nomeação política. No Funchal, por iniciativa dos eleitos para a Câmara e Assembleia de Municípios, terão uma devolução de 1% do IRS e todo o comércio da cidade verá as várias taxas reduzidas a metade, numa ajuda à revitalização da actividade e à manutenção de postos de trabalho. No Orçamento de Estado, alguns criticaram (Deputados do PSD), mas só o Deputado do CDS votou contra. Na subvenção partidária, muitos dizem discordar, mas só o CDS decidiu abdicar de 30 por cento do que recebe. A carga fiscal municipal, todos afirmaram que é muito alta, mas só as propostas do CDS é que permitirão uma redução no próximo ano. Esta é a nossa coerência, pois prometemos e cumprimos. Esta é a nossa frontalidade, a de não voltar as costas, aos problemas e às suas consequências. Esta é a marca CDS, que nos diferencia de outros protagonistas e de outros partidos. Estou certo que este é o caminho e a alternativa exigida pelos madeirenses.

José Manuel Rodrigues Presidente do CDS-M