Os partidos da oposição, e em especial o PS, têm a responsabilidade de construir a Mudança de governo na Madeira. Esta afirmação é factual e tem a ver com o facto de o PSD-Madeira ter-se tornado um partido inviável na governação da Madeira. É que ninguém negoceia a sério com um PSD-M que escondeu dívida, aldrabou contas e está, hoje, a contas com a justiça. Quem colocou, aos olhos do mundo, o PSD-M como um partido inviável na governação da Madeira não foram os madeirenses – que foram traídos – não foi o país, nem foi a Europa; foi próprio PSD-M, que assim o fez, quando ocultou a dívida, que se afastou irreversivelmente dos destinos governativos durante a próxima década. O PSD-M tornou-se, por culpa própria, inviável na governação da Madeira; vimo-lo na negociação do Plano de Ajustamento, voltamos a ver o mesmo filme na negociação da Lei de Finanças Regionais e no Orçamento do Estado. O Governo da República PSD/CDS-PP já demonstrou que o PSD é inviável na governação da Madeira – e é por isso que hoje Lisboa gere e manda nas nossas finanças; é hoje Lisboa quem paga aos credores, é hoje Lisboa quem passa os cheques, é hoje Lisboa quem paga diretamente os nossos funcionários públicos. Todos já percebemos que nenhum governo de Portugal, seja de direita ou de esquerda, está disponível para colocar dinheiro nas mãos de um governo do PSD-M, seja nas mãos do actual governo, ou de outro qualquer governo do PSD-M na próxima década. Actuais e futuros dirigentes deste partido estão demasiado comprometidos com a ocultação de dívida, daí que ninguém no seu perfeito juízo coloque dinheiro do Estado nas mãos desta gente. Em 2015 temos eleições regionais. Os desafios são enormes mas cabe à oposição, em especial ao PS-M, continuar a mudança e apresentar uma alternativa responsável. Os madeirenses já demonstraram, nas autárquicas, que não querem um governo PSD-M, que inviabilizou a capacidade negocial com Lisboa e que não conta com aliados no país nem na Europa.
Victor Freitas Presidente do PS-M