Rui Almeida Esporadicamente o PAN é criticado quando faz algumas iniciativas fora do comum e isso é natural para um partido de pessoas que encaram a acção política de forma diferente. Mais comummente as pessoas tendem a criticar o PAN quando julgam que não faz nada, ou nada daquilo que gostavam ver feito. - O PAN é um partido inteiro, o único com uma visão holística da realidade, uma visão ética que se estende a animais e natureza. - O posicionamento e o modo de estar diferenciado do PAN pode criar uma percepção errada acerca deste partido, o PAN não deixa de ser um partido político, e como tal tem também uma esfera de actuação no campo dos demais partidos, propondo legislação. - Relativamente à causa animal, o PAN não se quer substituir à actuação das associações, quer sim que o mérito destas seja reconhecido e que sejam apoiadas pelo serviço público que prestam. Isto não me impede de organizar ventos semelhantes aos das associações, averiguar alguns casos de maus tratos, como fiz esta semana, deslocando-me ao Paul da Serra. Está no entanto fora de questão conseguir pessoalmente ir ao encontro de todas as denúncias que me chegam, não teria mais nada que fazer. - O PAN não cultiva a superficialidade de aparecer nos meios de comunicação social a todo o custo. Percebo a importância que os meios de comunicação social têm, mas como o tempo é escasso e o trabalho imenso, parece sempre mais importante trabalhar do que cuidar da imagem. -O PAN surgiu numa altura em que muitas pessoas estão desencantadas com a política e surgiu por causa desse desencanto, nestas circunstâncias de descontentamento geral é difícil cativar pessoas para colaborar activamente, de modo que admito que com a actual dimensão do PAN não se possa fazer tanto quanto gostavamos e fosse desejável. De qualquer forma o PAN está a crescer com a criação de núcleos e conselhos locais e pretende ter uma intervenção cada vez mais visivel e activa na sociedade. - As causas do PAN não se esgotam na causa animal, a preocupação do PAN é mais vasta e abarca todos os domínios da actuação da nossa espécie, com especial atenção para a educação, o nosso modelo de desenvolvimento e claro o bem-estar animal de que mais ninguém quer falar com a importância que o PAN lhe dá. - O PAN não costuma fazer almoços e jantares. Este ano organizou o primeiro jantar de convívio a 1 de dezembro e foi ocasião para partilhar comida vegetariana e saudável, mas também para criar um espírito de grupo entre os apoiantes do PAN e fazer a troca de presentes imateriais, poemas, histórias, canções e outros e desconstruir o espírito consumista que reina nesta época. Sim, é verdade que damos importância à alimentação, e organizamos workshops pela ilha sobre este tema, mas com o propósito de esclarecer e informar acerca de opções alimentares alternativas com o intuíto de se consumir menos carne. Agradeço ao Sr. Cipriano Correia ter proporcionado esta oportunidade para esclarecer uma vez mais estes assuntos e, se a sua vontade em agir em prole da causa animal for genuína, convidava-o, e a quem mais se queira associar, a colaborar com o grupo de trabalho animalista, ou outro, do PAN. Com saudações fraternais,