É uma ‘estória’ que já esturra de tanto ser emperrada. Essa ‘estória´ fala das obras do Estádio dos Barreiros, que consubstancia o estádio do Marítimo, o estádio que a história pujante de 103 anos de conquistas e sucessos bem merece. A ‘estória’ já vem de há muitos anos, quando o C. S. Marítimo entendeu, por legítimo direito, ter o seu estádio. Praia Formosa, Prebel, RG3, enfim, todos se lembram dos avanços e recuos quando ainda nem se falava desta maldita crise, que acabaram por desaguar nos Barreiros. Mas, esta última etapa tem conhecido capítulos caricatos, desde a doação feita pela região ao clube, passando pelo contrato programa, assinado e com execução orçamental. Caiu a crise financeira, numa altura em que as obras caminhavam a bom ritmo e quando era preparado o financiamento bancário. Cai a crise, a região fica também sujeita a um plano de resgate financeiro e fica também sem credibilidade perante a banca e afins. As obras param, numa altura em que a primeira fase de construção (ou remodelação) do estádio andava célere. Soluções para o problema foram sendo postas pelo Marítimo, mas sempre sem sucesso. Há um acordo com o consórcio da obra há um ano, que permitiria acabar a primeira fase e dar uma outra cara ao estádio, que não aquela, fria, feia e lastimável. Debalde! Há um outro acordo mais recente, ainda o sol do Verão aquecia as nossas almas, mas depois há um dos empreiteiros que rói a corda. Finalmente (será?) parece ter sido encontrada uma solução, através de um novo contrato programa que, se tiver o visto do Tribunal de Contas, poderá finalmente permitir que, pelo menos, esta primeira fase seja concluída. Se, entretanto, da obscuridade não sair mais um obstáculo a emperrar a solução.
Enfim, como escreveu o filósofo alemão Artur Schopenhauer, ninguém é realmente digno de inveja, e tantos são dignos de lástima”.
Emanuel Rosa