Num fim-de-semana em que por todo o lado se assinalou o Halloween, quem se deslocou ao Estádio da Madeira, no Domingo, deve ter ficado mais assutado com os homens vestidos de preto do que com as bruxas jeitosas que passearam pelas noites negras da nossa cidade. Sem máscara, Duarte Gomes conseguiu acabar um jogo de futebol de 90 minutos, logo aos 28 minutos. Um erro grosseiro, infantil, clamoroso, vergonhoso e manhoso que fez com que o Nacional jogasse grande parte do encontro com menos uma pedra (basilar) em campo. É que para além de não ser falta, uma vez que é o jogador do Olhanense a se meter à frente do jogador do Nacional provocando o atropelamento, o mesmo jogador não caminhava em direção à baliza e tinha já um outro atleta do Nacional a fazer cobertura, o que a ser falta não era merecedora de cartão vermelho. Um lance determinante que anulou por completo as aspirações do Nacional que, com menos um jogador, teve dificuldades para ultrapassar uma equipa que veio à Madeira apenas para defender, única e exclusivamente. Paulo Alves estreou-se nos algarvios e presume-se, por conhecer pouco a equipa, colocou dez defesas em campo, mais o guarda-redes. Perante este condicionamento, Manuel Machado acabou por não ter sorte nas mexidas efetuadas. Sacrificou Jota quando deveria ter feito sair Claudemir. O brasileiro foi uma sombra do que realmente produz valendo apenas por dois ou três remates á baliza contrária, contudo sem grande perigo. A entrada de João Aurélio também não trouxe o esclarecimento necessário ao meio-campo, com o jogador a descair muitas vezes para o lado onde já estava Candeias. Por fim, Lucas João entrou tarde no jogo para o lugar de Mário Rondon e pouco ou nada conseguiu fazer. Discordo, igualmente, da ideia manifestada no fim do jogo pelo treinador do Nacional. Os “alvi-negros” perderam, claramente, dois pontos e não ganharam um, como sublinhou o Prof. Manuel Machado. Este Olhanense, quiçá o clube mais fraco da Liga, estava perfeitamente ao alcance dos madeirenses. A equipa algarvia não gizou um jogo ofensivo e só de longe tentou o remate à baliza de Gottardi. Um guarda-redes que, voltou a demonstrar ser uma mais-valia, mas que não pode ser apontado como o melhor em campo. Nesse capítulo, Mexer e Zinaidine, foram claramente os que mais se evidenciaram. Mas o que saltou mesmo à evidência foi Duarte Gomes. Um árbitro madeirense que nas últimas dez épocas apitou por doze vezes o Nacional. As contas estão feitas, e sobressai o facto de o Nacional de, nesses doze jogos, ter ganho apenas um e averbado sete derrotas. Para não esquecer ainda um célebre jogo em Setúbal em que o Nacional, prestes a subir de divisão, ganhava a equipa da casa por 2-0 a dez minutos do fim da contenda. Então, Duarte Gomes assinalou duas grandes penalidades a favor da equipa da casa. No final, o empate a duas bolas entre as duas equipas, e o Nacional acabou por não subir de divisão. O homem, dá mesmo azar aos madeirenses! E porque o fim-de-semana foi de Halloween, recordo “nuestros hermanos”: yo no creo em brujas, pero que las hay, las hay. P.S. – Porque o futebol não se esgota na 1ª Liga, desafio os leitores a irem ao seguinte link e vibrarem com um grande golo. Para isso, basta aceder a http:/www.youtube.com/watch?v=LG-TmHbC528.
Miguel Guarda