Da semana que passa ficam sob suspeita:
Os inIMIgos dos contribuintes. Os vereadores siameses do PSD e da CDU na Câmara do Funchal acham que a ligeira baixa de IMI no Funchal ou é um favor aos ricos ou uma criminosa fraude. Das duas uma: ou não sabem fazer contas, nem ler programas eleitorais ou então nadam em dinheiro. Afinal, o que querem os discípulos do jardinismo, sejam eles social-democratas ou comunistas? Preferem que os impostos baixem de forma progressiva ou que o roubo se acentue? Definam-se porque não tarda nada há mais eleições, sufrágio que com toda a certeza permitirá a ambos o recurso ao expediente habitual, o envio sistemático de queixinhas para a CNE contra o DIÁRIO.
Os carteiristas. Os deputados do PSD-M na Assembleia da República aprovaram o Orçamento de Estado para 2014, o mesmo que rouba descaradamente, que corta sem critério e que humilha os portugueses. Os parlamentares cúmplices do assalto acham que um dia, quem sabe, o governo da República dará de mão beijada aquilo que os despesistas da Região querem para manter aberta a mercearia eleitoral. A hipocrisia deste PSD-M é tão escandalosa que faz corar os carteiristas profissionais.
O ressabiado profissional. Duarte Gomes nasceu no Funchal, mas é dos árbitros que as equipas madeirenses têm mais razão de queixa. Se a mediática e bem paga profissionalização serve para agudizar a propensão para o erro, é melhor que voltem a ser amadores com paixão pela verdade desportiva ou então que se limitem a ser juízes de baliza.
Os confusos. Consta que algumas Câmaras impediram que o ‘oferecido’ JM fosse distribuído nas suas instalações, a exemplo do que fazem os cidadãos que não querem panfletos nas caixas de correio, por razões higiénicas ou quaisquer outras. De repente, os especialistas em vitimização política - que nunca nada disseram sobre todas as manobras de liquidação compulsiva da imprensa livre, todas elas patrocinadas pelo Governo Regional - confundem planos e comparam o incomparável num processo de alegada censura autárquica. Para que conste, embora certas cabeças dificilmente algum dia atinjam o que é elementar, só lê o DIÁRIO quem quer, quem compra ou quem é assinante, até porque o mesmo não é distribuído gratuitamente, não recebe verbas do erário para propagandear o regime e não é impingido, pelo que qualquer comparação é abusiva e de muito mau gosto.
Os legisladores. Anda o País mergulhado em crises e desesperos diversos e alguém sem nada de edificante para fazer resolve distrair o povo com brigas domésticas e propostas de limitação de animais de estimação e companhia. Se é para acabar com a bicharada, o Governo que dê o exemplo. Quatro devem bastar para assinar tanta asneirada.