Helena Jorge Eu, Encarregada de Educação e mãe de um Atleta da Associação Desportiva da Camacha, venho, por este meio, manifestar a minha indignação e descontentamento pela falta de civismo, respeito e camaradagem por parte dos responsáveis e equipa técnica dos juniores do Club Sport Marítimo, para com os jogadores juniores da Camacha. Neste sábado, o meu filho e outros colegas de equipa vão realizar mais um passo importante no seu percurso académico. São finalistas da Jaime Moniz e vão receber a bênção das capas. Foram 12 ou mais anos a estudar para esse dia, que é o dia deles e de todos aqueles que os amam. Este é um momento importante para eles, seus familiares, amigos e na Associação Desportiva da Camacha é também um dia muito especial para os seus técnicos e dirigentes. É um dia especial para todos nós, família Camachense, porque em primeiro lugar está os estudos e em segundo plano vem aquilo que eles tanto gostam de fazer e que é para nós motivo de satisfação e orgulho, jogar futebol. Foi com grande tristeza que os jovens receberam a notícia, que apesar de todos os esforços feitos pela Camacha, o jogo entre Marítimo e Camacha ia se realizar nesse mesmo dia, privando os finalistas de participarem no encontro. É prática comum, entre pessoas civilizadas e de respeito para com o outro, o adiamento de jogos, pelos mais diversos motivos. Foram feitas todas as diligências no sentido do jogo ser adiado, mas o Marítimo, como põe a vitória acima de tudo e de todos, desrespeitando o adversário, não concordou nem aceitou o adiamento do jogo, que para eles não causava qualquer transtorno. A ganância da vitória acima dos estudos. Não temos atletas suficientes e mesmo assim o marítimo quer se aproveitar do nosso desfalque para somar mais uns pontos. Se querem a vitória deveriam realizar o jogo em pé de igualdade, mas é notável a consciência que têm de que a Camacha é uma equipa capaz de lhes fazer frente e com capacidade para superá-los sem a ajuda habitual a que estão habituados a ter por parte das equipas de arbitragem, que são muitas vezes, nos encontros em que participa o Marítimo, uma autêntica vergonha. O Marítimo, que se preza ser um clube em que a prioridade é os estudos dos jovens, não adia o jogo, para mostrar a sua superioridade, neste caso, uma superioridade enganadora. À Camacha, em especial à equipa técnica e aos directores do futebol jovem, um bem haja e um muito obrigado pela amizade e respeito para com os nossos filhos.