Artur Luís Janeiro Brandão Está a decorrer durante um período de 10 dias, na Avenida Arriaga a feira das oportunidades. Mas pergunta-se, oportunidades para quem? Ora vejamos: para os consumidores as oportunidades só existem se for para pagar mais, porque praticamente todos os stands cobram o dobro pelos artigos que vendem, em relação ao que fazem nas próprias lojas. Para os empresários presentes na feira, também não parece que seja grande oportunidade, não é de acreditar que resolvam os problemas das suas vidas em 10 dias, pois entre o trabalho adicional e o aluguer elevadíssimo da barraca, no final sobra muito pouco. Então só falta a ACIF, entidade organizadora do certame, que aqui sim, têm a grande oportunidade. Não oportunidade de ajudar o comércio como muito gostam de afirmar, mas uma grande oportunidade de encaixarem mais uns bons milhares de euros.
Esta incompetente associação que devia estar preocupada em defender todo o comércio em geral, vêm sempre apregoar, naqueles lindos discursos de circunstância, que o Funchal tem excesso de comércio, e depois na prática, promovem feiras de barracas para ainda acrescentar mais cerca de 60 lojas ao que já existe, durante dez dias, duas vezes por ano, na principal avenida do Funchal. É a isto que verdadeiramente se chama, coerência!
A nova vereação camarária e o seu presidente Paulo Cafofo, perante o compromisso que assumiram com os eleitores nas últimas eleições, têm todo o dever e obrigação não só de terminarem com esta feira de barracas naquele espaço nobre, como acabar com todas as outras feiras e feirinhas que proliferam como cogumelos na cidade do Funchal. E sabem porquê? Porque isto é uma situação eticamente reprovável e imoral, uma vez que dezenas e dezenas de lojas, pagam as suas rendas, pagam água e luz, pagam os impostos ao governo, pagam as contribuições á própria câmara municipal e depois como agradecimento, ainda lhes colocam na porta uma feira de barracas a lhes “roubar “ os clientes.