Uma outra enfermeira Parabéns SRA ENFERMEIRA pela sua frontalidade. Só por isso merece o meu total apreço. Também sou sua colega formada nos anos 80. Muitas vezes interrogo-me onde poderão estar as raízes do nosso mal profissional e, logo descubro que ele não está nos outros ou, em outras profissões que nos são próximas no dia a dia. Infelizmente conclui que estão nos nossos colegas, senão vejamos: já não era na única escola existente na região nessa altura, que eram semeadas na formação dos enfermeiros a abnegação, a subserviência hierárquica, e a perseguição de alguns! Infelizmente fomos moldados nisso e como Jung referiu temos um INCONSCIENTE COLETIVO. Ora sendo assim, não podemos afirmar que esses comportamentos de coacção são do agora. São de um ontem que deixámos passar sem de tal nos consciencializarmos! (...) Está na hora de se reinventar novos profissionais também na política, com consciência dos nossos fracassos e das” nossas sementes” e que assim tornados conscientes da realidade que nos atormenta, contribuírem para um progresso na profissão. E não precisamos de irmos todos para o Governo! Comecemos por mudar o local onde trabalhamos, colaborando com os nossos colegas, dizendo as verdades às hierarquias, e impondo os seus limites. Somos profissionais com deveres e direitos porque estamos num estado de direito. É que a Madeira nova está a acabar mas, a DEMOCRÁTICA, a renascer. Resta contribuirmos todos para isso e fazer-nos ouvir, também no nosso local de trabalho, com os nossos competentes profissionais. Só estamos desanimados mas não devemos ter medo do que somos, só consciência que as sementes de outrora reflectem-se no presente. Conscientes do que nos afectou na nossa formação ainda vamos a tempo de lutar por uma profissão com maior dignidade.
Um bem haja a todos os enfermeiros.