Jorge Martins Entender o acontecido a 29 de Setembro como o fim dum modelo de governação que aqui medrou desde o advento da democracia no país , é um erro de cálculo que pode ter efeito “boomerang” caso as pessoas , os madeirenses do Funchal , de Santa Cruz , de São Vicente , de Santana , de Machico , do Porto Moniz ou do Porto Santo , não o sintam , verdadeiramente , no seu quotidiano , para além das queixas da falta de colaboração de um Governo Regional em estertor , mas , por isso mesmo capaz das maiores e mais inimagináveis patifarias . Para isso , doa a quem doer e , por favor, não vão à consulta , não há margem para infantilidades e “brincadeiras” que na oposição até tinham alguma , ainda que muitas vezes duvidosa , piada , antes é urgente “ mostrar serviço “ naquilo que é necessário e imprescindível , principalmente ao nível do apoio social mas também na definição e apoio à actividade turística , na diversidade das propostas exequíveis em cada concelho , mas todos envolvendo numa atitude solidária do fazer bem , tão depressa quanto possível , respondendo com trabalho às , inúmeras , dificuldades e escolhos que os , ainda , governantes irão perpetrar.
É este o caminho , único caminho , para que todos se convençam que é necessário e vale a pena mudar. Mas , MUDAR TUDO E TODOS.
Como eu próprio escrevi ( eleições autárquicas, Funchal , 1993 ) e o resultado viu-se na Câmara e está à vista no PPD/PSD : “ Mas abram bem esses olhos; Cuidado com os enganos; Eles querem pôr a mandar; O(s) amigo(s) do Jaime Ramos”.
Por favor não deixem levar-se pelo “canto da sereia”, desperdiçando num ápice o que conquistaram a 29 de Setembro. É que muitos de vós já o fizeram , agora amargamente arrependidos , votando no “ encantador de serpentes ( adormecidas) “ Passos Coelho ( quem ?).Exijam , no entanto , alternativa concreta e , fundamentadamente , válida , também deste lado , não embarcando em personagen(s) mediaticamente , aliás como o outro , apoiado, como o , tão desejado opositor , no órgão de comunicação social tido e achado como de referência.