Ao longo da última semana temos assistido a algumas esquisitices no mundo desportivo, duas delas a fugirem claramente dos parâmetros normais.
No sábado, dia de clássico FC Porto/ Sporting, irromperam alameda do Dragão abaixo, cerca de 100 jovens, “não identificados”, vindos da terra “sabe lá Deus de onde”, todos vestidos do tempo da “televisão a preto e branco” e claramente desorientados uma vez que não iam para o futebol porque não são adeptos de clube nenhum. Uma vez que alguns adeptos do FC Porto viraram-se contra os mesmos, seria fácil presumir que os mesmos seriam adeptos do Sporting. Conclusão de alguns, “brilhante” diga-se, são adeptos do FC Porto, fazendo-se passar por adeptos do Sporting criando-se assim um clima de guerra e culpando-se dessa forma o FC Porto, inocentando-se assim o Sporting de toda e qualquer coisa. Ora, o que no Dragão ocorreu, nada mais foi que o eclodir do fenómeno dos casuals, que existe de forma mais ou menos escondida no mundo do desporto português. FC Porto, Benfica, Sporting e mesmo outros clubes, de forma não tão visivel ou perceptivel. E é estranho quando ouvimos da PSP que os casuals são pessoas com vida profissional e familiar estável. Mas será que custa muito a esta gente ter um comportamento minimamente normal e e ir ao futebol de forma civilizada,permitindo que as familias possam desfrutar de um dia de jogo sem ter de ser afastada pelo medo e pela ameaça? Não sabem se comportar, fiquem em casa, ou lá onde quiserem, mas não estraguem a vida aos outros. E o mais estranho é quando ouvimos da PSP que os casuals são pessoas com vida profissional e familiar estável. E por falar em esquisitices, assisti, com estupefação ao degradante espectáculo que nos foi servido por Joseph Blatter, em que do alto da sua”imparcialidade” disse preferir Messi a Ronaldo, entre outras pérolas “vomitadas” durante aquilo a que designou de “encontro privado”. O presidente da FIFA esteve muito mal, perdeu completamente o norte, despiu as vestes da imparcialidade que deve nortear o espirito da FIFA. A única coisa que esse senhor tem de preferir é a qualidade global do futebol mundial. E agora o que fazer com Blatter?
Honestamente, não creio que nada lhe vá acontecer, a FIFA e mesmo a UEFA vivem noutra “dimensão”. Resta-nos assistir com um sorriso às “chapadas de luva branca” que Cristiano Ronaldo já lhe começou a dar. Espero é que no dia 15 e 19 de Novembro, Cristiano Ronaldo e a selecção possam dar a Blatter uma valente “chapada de luva branca”.
Duarte Vieira