Já cheguei a pensar que valia muito, mas hoje estou certo que vale muito menos. “A vida não nos dá uma segunda hipótese para causar uma primeira impressão”, ouvimos frequentemente, o que sendo verdadeiro não é absoluto. Quando empresas e marcas procuram estabelecer relações duradouras com os seus consumidores (atuais ou potenciais) o verdadeiro valor da primeira impressão é um mito. O importante é pensar que na esmagadora maioria das vezes a “primeira impressão” não é coisa nenhuma. E mais: nunca sabemos quando o consumidor terá sobre uma marca, produto ou serviço uma primeira impressão consolidada. A maior parte das vezes no primeiro, segundo ou terceiro contacto com a marca/produto ou serviço a impressão tida nem é muito relevante; isto é, não resulta nada da mesma. Nunca saberemos com exactidão qual ou quais os momentos em conjunto que irão proporcionar no consumidor uma verdadeira “impressão”. Aquilo que na verdade nos impressiona é o que fica, é o que se repete, é o que permanece em nós. Quando um produto ou serviço é autêntico terá muitas oportunidades para causar boas impressões e rapidamente se tornará claro aos olhos do consumidor que a “marca” não gastou todas as suas energias para causa apenas uma boa “primeira impressão”, que na realidade seria cheia de nada. Gastar muito num logótipo ou numa embalagem atractiva de nada vale se o investimento nas vantagens competitivas do nosso produto ou serviço não for equivalente. Autenticidade, nas marcas como nas pessoas, é aquilo que verdadeiramente conta e que marca na realidade uma relação de confiança com o consumidor. [email protected]

Luís Sena-Lino Consultor de Marketing e Comunicação