Na atual conjuntura, com todas as dificuldades que o País e a R. A. Madeira atravessam o desporto regional tem sido bastante atingido estando “numa lenta agonia”, caminhando para um rumo que ninguém de bom senso poderá augurar sucesso, especialmente no que respeita ás competições nacionais. Temos visto ultimamente equipas que num passado não muito longínquo, foram campeãs nacionais a terem grandes dificuldades e com praticamente um terço das suas provas já estão arredadas da discussão de títulos, outras estão competindo mas são autênticos “bombos da festa” perdendo sistematicamente os seus jogos tanto lá como em casa, há também situações de faltas de comparência a competições e jogos, atletas e equipas (que diz-se de alta competição) a viajar, competir e regressar no próprio dia para evitar despesas com as prestações desportivas a se ressentir destas agruras. Acrescente-se ainda que foram dezenas talvez centenas os atletas que por falta de apoio, especialmente nas últimas duas épocas, não competiram a nível nacional alguns até com hipóteses de trazerem títulos e medalhas para a Região. É tempo de analisar e tomar decisões sobre o atual modelo desportivo, que em tempos e com mais apoios foi de sucesso mas que neste momento está desatualizado. Falando agora de coisas mais alegres, até porque temos que ser otimistas, no que respeita à minha modalidade vamos ter muita competição especialmente em estrada neste Dezembro que se aproxima, começando já domingo de manhã com uma prova inovadora entre o Funchal e Cãmara de Lobos numa distância aproximada de 9500 mts. Entretanto e porque estamos a exatamente um mês da sua realização já estão abertas as inscrições para a tradicional São Silvestre, este ano com um percurso bastante atrativo sem passagens repetidas e com os habituais 5850 mts. nas principais artérias do Funchal. Para que esta volta à cidade seja um êxito contamos consigo seja como atleta, espetador ou simpatizante do atletismo.

Egídio Olim Dirigente desportivo