“Não há ventos favoráveis para quem não sabe para onde quer ir” disse Séneca. Este adágio deve fazer os mais avisados pensar no que o futuro reserva no mundo da bola. Muitos Clubes obrigaram-se a projectar as suas actividades em cima do joelho, sem uma planificação de longo prazo, porque alguns protocolos financeiros foram alteradas a meio do campeonato, obrigando a que houvesse uma selecção natural na sobrevivência desportiva regional. Isso foi atenuado graças à actuação competente e dedicada do Prof. João Santos enquanto Director Regional do Desporto. Através da sua clarificação de processos voltou a fazer granjear confiança entre os agentes desportivos, sendo a sua saída uma baixa de vulto para a região. Lacan afirmou que o real suporta a fantasia e a fantasia protege o real. Onde é que estão ambos situados nesta incoerência de atitudes especialmente a do Sr. Secretário da tutela perante esta injustiça? E assim, de arbitrariedade em arbitrariedade, vamos “cantando e rindo”. De tolice em tolice até à vitória final… A família do Andebol, que considero a minha família, está unida com a família Oliveira na dor pela partida precoce da Margarida. O seu exemplo de coragem na vicissitude e na doença, sempre com aquele sorriso tão espontâneo no rosto deixa-nos mais pobres. Sublinho aqui a minha homenagem, agradecendo a Deus o privilegio que foi conhecê-la. Até breve.
João MM Castro Psicólogo Clínico