Quem é que nunca ouviu falar do Lux ? É a verdadeira instituição nocturna por excelência a nível nacional, uma discoteca que mais se parece com uma galeria de arte, um teatro de sonhos musicais onde a criatividade anda de mãos dadas com o bom gosto (pelo menos é bem a meu gosto). Mas o que se passa de tão mágico nesta casa? É o espaço físico? O ambiente talvez!? A programação? Bolas, é o quê afinal? O sistema de som? Bem, será justo admitir que o Lux é a mais afamada discoteca portuguesa, cá e além-fronteiras, uma discoteca com três pisos para cerca de mil pessoas e que não toca música comercial, trocando isto por miúdos, é uma discoteca onde não se ouve David Guetta’s e seus comparsas. Situada junto à estação de Santa Apolónia em Lisboa, o Lux é capaz de mudar a perspectiva de alguém sobre música, com uma programação invejável, responsabilidade de Rui Vargas (DJ), aqui encontramos pessoas de vários extractos sociais, mas é um ‘hotspot’ para artistas, criadores, músicos e ‘wannabes’, a experiência Lux oferece-nos um bar bem grande com uma pista de dança, onde se pode ouvir desde Deep House até Funk, R’n’B e Soul, não existem regras as pessoas dançam música escolhida a dedo para o momento, aqui concerteza que não poderá ouvir o ultimo hit da telenovela da moda. Descendo as escadas marcamos ponto de encontro na pista principal, e que pista, com um sistema de som imaculado, um espaço pensado para se ouvir música bem alta e com definição, este é o local ideal para se curtir, levar as mãos ao ar e sentir o grave que nos atravessa o corpo, gostaria de ter ouvido o ‘pápá’ Sven Vath cá no ano passado, mas por pouco falhou-me. Mas não é só o som, e as luzes? Toda a atmosfera da sala é incrível, se as luzes se apagam existem mensagens de amor escritas nas paredes só visíveis através de iluminação florescente… Isto não é uma discoteca, é uma galeria de arte onde todas as peças são obras primas da criatividade. O melhor de tudo isto é o que o Lux representa, num país como o nosso muito agarrado ao popular, ao arraial, à TVI dos domingos à tarde, este clube simboliza a esperança que pelo um dia tenhamos mais lux’s mesmo que não sejam galerias de arte, que sejam galerias de boa música.

Michael C DJ