Sara de Brito Gomes e Leonor Herédia Passam hoje 7 anos sobre o dia em que perdemos alguém muito especial, um pai fantástico e um avô maravilhoso. Dia 26 de Novembro de 2006 partiu António de Brito Gomes figura bem conhecida da sociedade madeirense, colaborador deste Diário, possuidor de uma cultura fora de série, viciado em leitura e amante da escrita. Tinha ainda outro vício, fumar cachimbo e julgo que se fechar os olhos ainda consigo sentir o cheiro tão característico do seu fumo. Foi um profissional empenhado, um colega exemplar, um sindicalista incansável na procura pela justiça e igualdade de direitos e regalias para todos quantos representava. Homem de princípios e valores inabaláveis que, numa sociedade, como a dos nossos dias, são cada vez mais raros. Essa foi aliás a melhor herança que nos podia ter deixado pois, é por esses valores que continuamos a reger a nossa vida e, é esse homem que continua a ser a nossa grande inspiração, principalmente naqueles dias menos bons . Não nos esquecemos nem um dia do seu exemplo, está muito presente mas nossas conversas, memórias e referências. Fez-nos muito felizes por fazer parte das nossas vidas assim como de tantas outras pessoas. A mim deu-me a especial honra de ser meu pai e aos meus filhos o privilégio de terem um avô muito presente que preencheu todos os dias, que com ele passaram, com histórias fantásticas e grandes ensinamentos. Como homenagem, o meu filho mais novo, que infelizmente não conheceu, herdou o seu nome. Gostava imenso do Natal talvez por ser a Festa da família pois para ele a família era tudo. Sentimos falta do seu sorriso , das suas palavras sábias, do seu humor mas sabemos que nos guia a cada passo, principalmente nos que mais nos custam a dar. Obrigada pai, obrigada avô Tó por tudo o que nos deste.