Francisco Leite Monteiro Para que a generalidade dos leitores do Diário – incluindo, nomeadamente, os da edição impressa – possa beneficiar do registo que faço de comentários que me chegam, quer directamente quer através da edição electrónica, optei pela publicação deste apontamento na mesma secção onde foi publicada, em 5 do corrente, a minha carta “A descolonização das Ilhas Selvagens”. Respeitando o pensar de cada um, sem pretender responder, entendo que uma clarificação, vem sempre a propósito, por dever, justamente, respeitar-se a opinião de outrem, independentemente, de poder estar-se de acordo ou não. Dos comentários publicados, que terão merecido do Diário, aprovação para publicação, quase na generalidade sem identificação da sua autoria, o mais extenso – seis vezes maior que a minha carta – por via de uma curiosa extrapolação, o seu autor, apoiado nos conhecimentos da nossa História, que cita, aproveitou para, ir mais longe e ‘reclamar’ a devolução a Portugal, de Vila Real (Alandroal) e de Olivença. Quanto aos demais comentários, excluídos uns quantos menos claros quanto ao objectivo, importa que se esclareçamos leitores incrédulos, no que respeita a declarações de José Saramago que defendeu e apoiou “a integração de Portugal no Reino de Espanha” como já escrevi e mantenho, acrescentando que tais declarações foram feitas em diversas ocasiões, em entrevistas publicadas, por exemplo, no Diário de Notícias de Lisboa, sugerindo a busca na internet, nomeadamente em: http:/www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1597499&page=-1 Idêntica posição defendeu a, hoje viúva do escritor, Pilar de Rio, que preside à Fundação Saramago que a custo do erário público foi instalada na Casa dos Bicos, classificada de Monumento Nacional, como tal, fazendo parte do património de todos nós, Portugueses, contrariamente aos receios jocosos de um dos comentaristas.…