Da semana que passa ficam sob suspeita:

Os sem memória. Sobretudo os que hoje celebram solenemente o 25 de Novembro, mas têm estupidamente ignorado o 25 de Abril. Querem respeito de quem?

Os esquecidos. Mesmo correndo risco de ser repetitivo, recomenda-se ao senhor governo que pague o que deve a quem negociou as facturas atrasadas, perdoou juros e 5% do calote. Ganhar a vida com o dinheiro dos outros tem um nome que nem ouso repetir.

O sem vergonha. Houve por aí um repasto social em que o ainda líder madeirense insinuou haver nomes queimados na sua sucessão, alegadamente porque foram, em tempos, liquidados pelo DIÁRIO. Que o dito cujo goze na cara das famílias social-democratas com quem almoça, bom proveito. Que queira atirar para terceiros as suas práticas ancestrais, não é novidade. Mas se julga que escapa ileso a mais uma manobra delinquente, bem pode ficar em Bruxelas a descarregar frustrações. A Europa e a outra que o aturem.

Os oportunistas. Que a Madeira tenha que colar-se mais e de forma profissional a Cristiano Ronaldo para tirar proveito enquanto destino turístico é algo óbvio e ao mesmo tempo urgente. Foram já tantas as oportunidades perdidas por culpa daqueles que agora, em vez de agirem para que a Região possa aproveitar já o melhor do mundo em termos de promoção, optam por mandar publicar na imprensa domesticada fotografias onde surgem colados ao CR7. Se não têm ideias, o que infelizmente é habitual, peçam a quem sabe.

Os alucinados. Algum Portugal futebolístico irracional e de memória curta, do vinho seco e da cerveja nacional, perdeu o sentido de humor! Acha que pode espetar o dedo do meio aos suecos, pode dar socos no árbitro, pode pôr o galo de Barcelos a galar um touro espanhol, pode criar uma petição para insultar Ronaldo por entender que só assim é que ele mostra o que vale, pode fazer greve em Saltilo, mas fica todo ofendido com a lata da Pepsi sueca e com o mau gosto dos criativos provocadores. “Tá tudo grosso?!” ou a hipocrisia deve-se à Cola?