Na realização das políticas públicas nada voltará a ser como no passado recente. O mundo mudou. A Europa transformou-se. Acabou o tempo do crédito ilimitado e torrencial; da insustentabilidade financeira das instituições públicas e privadas; da realização de investimentos insusceptíveis de gerar efeitos multiplicadores concretos na economia real e no emprego. E hoje não há dúvida: Se o nosso grande desafio imediato enquanto Região Autónoma implica a consolidação das finanças públicas, o controle da divida e a selectividade do investimento. Também é verdade que estes objectivos não podem estar ligados a um contexto político de resgate punitivo que inviabiliza o crescimento económico, a receita fiscal e o emprego em áreas onde podemos ser internacionalmente competitivos. A saber, Centro Internacional de Negócios readaptado a objectivos concretos de crescimento da receita fiscal e do emprego qualificado regional e inserido num grande objectivo estratégico nacional de internacionalização competitiva das empresas regionais, nacionais e europeias. Turismo com Plano Estratégico de Médio e Longo Prazo, envolvendo todos os agentes intervenientes na indústria, tendo em vista a requalificação e melhoria da nossa oferta turística e receitas agregadas. Captação de Residentes de Alto Rendimento mediante legislação fiscal atractiva. Captação de Investimento Estrangeiro mediante Agência especializada em contexto legal favorável. Melhoria, aumento e redução dos custos, das acessibilidades aéreas e marítimas. Aposta no ensino científico e tecnológico e em parcerias com a Universidade da Madeira e outros Estabelecimentos prestigiados de Ensino Internacionais. Estes e outros objectivos políticos são prementes numa Região Insular, insusceptível de gerar economias de escala, longe dos grandes centros, onde é inviável a implantação de indústria pesada ou agricultura intensiva, onde os custos dos transportes são incontornáveis, e onde o equilíbrio ambiental e paisagístico é um recurso essencial a preservar. Abandonadas pela União Europeia as políticas de coesão económica e social no que se refere às ultraperiferias, só uma política de promoção das nossas atractividades intrínsecas e de diferenciação e captação fiscal, poderão assegurar à Região a sustentabilidade da sua economia e das suas receitas públicas.

Miguel Albuquerque Candidato a líder do PSD-M