Gil de Andrade Verifiquei que mais uma vez me sonegaram (para não empregar outro sinónimo) mais uma grande percentagem do meu subsídio de aposentação, que durante 52 anos de trabalho fui obrigado e confiantemente a depositar no V/Banco, para prever a velhice, dos meus atuais 80 anos. Não aceito a justificação hipócrita de que foi por acto solidário do grande buraco deficitário do Estado. Porque solidariedade é uma atitude pessoal de quem a assume. Não sei quem ordenou tal desfalque numa conta que me pertence, pois não me julgo obrigado a ajudar a pagar para o qual não tive a mínima culpa. Nem aceito psicologicamente que qualquer prevaricador ordene uma atitude que tem sido constantemente considerada anticonstitucional pelo competente Tribunal Constitucional do meu País. Um prevaricador de uma determinação judicial, deveria sim, ser julgado e condenado. Se fosse possível me devolverem o que já me foi roubado do total dos 52 anos em que depositei confiantemente, era bom, mas pelo menos não permitir que me subtraiam mais.