NM Ontem ao ler o Diário de Notícias, nos casos do dia, e ao ver o “crime organizado traz burla”... , decidi vencer a inércia que me tem levado a adiar o escrever-vos para alertar os cidadãos de boa fé (incautos), sobre um vígaro (mais um) que explorando o espírito de solidariedade e a memória fraca de alguns, tenta sacar dinheiro com um conto do vigário. Há dias quando fui à escola buscar o meu filho sou surpreendido com um indivíduo que me demonstra um enorme regozijo por me reencontrar ao fim de muitos anos sem me ver. Faz-se acompanhar de uma rapariga com cerca de 8 anos a quem apresenta como a sua filha, o seu tesouro. Tenta inteirar-se do que tenho feito, de que estou a parecer bem, etc, etc. Eu faço um grande esforço de memória para tentar me recordar da cara e do nome para não ser incorrecto por não me lembrar desse “amigo”e sou surpreendido com a comunicação de que em determinado dia iria abrir no Funchal uma loja de artigos para homem e à laia de convite oferece-me uma embalagem que me diz ser de uma amostra do perfume que irá vender na dita loja. Na brincadeira diz-me que como agradecimento lhe devia pagar uma bica. Para não dar nas vistas pede-me de volta a embalagem e mete-a num saco de plástico, numa “mise en cene” digna de um bom actor de teatro. Acto contínuo, e querendo reforçar o prazer em me rever, acrescenta uma vistosa embalagem com dois relógios muito brilhantes e diz-me que em vez da bica agora teria de lhe dar dinheiro para o almoço dele e da filha. Nisto vem-me à memória uma história muito parecida que me contou um amigo e que se tinha passado com ele em Lisboa. Rápidamente me lembrei do nome do indivíduo: VIGARISTA, e eu na minha boa fé a tentar ser simpático com tão “bom amigo. Rapidamente lhe devolvi tudo e fui embora deixando-o com um ar muito indignado. O Vigarista veste de preto dos pés à cabeça, é baixo e forte, cabelo muito curto e faz-se transportar num mitsubishi prateado. Cuidado com ele...