Conceição Pereira Neste Verão de 2013 começou-se a levantar a ponta do iceberg. Já há algum tempo que tínhamos ficado a saber que havia uma grande dívida escondida para o Zé Povinho pagar. Mas neste verão e outono muitas outras dívidas apareceram. E ficámos a saber, entre outras coisas, que o PSD não pagava a água à Câmara, ou seja, já devia 26000€ à CMF. E a electricidade? São mais de 40000 € de dívida. E, segundo foi denunciado e não foi desmentido, deve mais de 40000€ à H. F. Entretanto, ficámos a saber que o GR deve 60 milhões à Empresa de Electricidade. E isto é só a ponta do iceberg! O que mais iremos encontrar lá debaixo, quando conseguirmos levantar toda aquela camada de gelo? Mas como bem disse a Guida Vieira no seu artigo de opinião, há quantos anos andávamos nós a denunciar, a chamar a atenção para os desmandos do PSD e do seu Governo? Mas quem nos deu ouvidos? O resultado foram os processos-crime, vermos as nossas caras chapadas nos jornais, acusadas de criminosas(os) e os votos continuaram a alimentar o PSD. Foi preciso aparecer o buraco nas contas e os cortes nos salários e pensões para que uma parte da população acordasse. Mas alguns ainda estão quietos e calados, à espera que outros lhes resolvam os seus problemas. “Não estamos no céu”, escreveu alguém no facebock resignadamente. Mas uma parte da população não está mais resignada e começou a puxar por uma ponta e os podres começaram a boiar. Mas não basta saber e condenar com palavras. Temos de ir ao fundo da questão e exigir justiça. Então nós estamos a sofrer cortes, taxas e sobretaxas nos salários e pensões e ainda nos vêm dizer que cada madeirense, mesmo aqueles que acabaram de nascer, deve mais de 200€ de electricidade que o GR não pagou?! Para onde vão os nossos impostos? Se um cidadão comum não pagar as dívidas tomam-lhe a casa, o carro, o televisor... Pois então quem deixou as contas de electricidade em dívida que as pague. Os responsáveis por esses milhões de dívidas deviam ser presos, julgados e condenados. E os tribunais deviam tomar conta dos bens deles ou das suas contas bancárias para se pagar das dívidas que deixaram acumular. Assim como o responsável (ou responsáveis) da EEM que pactuou com estes desmandos também tinha de ser chamado a contas. E mais: um partido que age desta maneira não pode ter idoneidade moral e política para se apresentar a eleições e pedir o voto ao Povo. Todo o partido está em causa, porque todos pactuaram com esta governação e com esta situação calamitosa.