António Macedo No passado fim-de-semana passei, com um grupo de amigos, pelo parque ecológico. Pelo caminho, pude verificar, pela primeira vez, o estado em que ficaram as serras atingidas pelos incêndios do Verão passado. Paisagem desoladora que transmite, também, uma imagem de desleixo e de perigo pela falta de limpeza do material queimado e abandonado pelas encostas. Devo confessar que, ao passar na estrada, senti algum receio que um dos muitos troncos e pedras soltos pudessem deslizar encosta abaixo, atingindo quem por lá passasse. Este risco tornar-se-á maior com as chuvas que se avizinham, pelo que é da máxima urgência promover limpeza de todo esse material. Por outro lado, esta imagem de desleixo e de perigo não é, naturalmente, a melhor para oferecer aos muitos turistas que nos visitam, particularmente aos que procuram as serras para ocupar parte das suas férias. Não sei a quem compete fazer a limpeza destas e de outras serras. Mas, é imperioso que seja feita antes de alguma catastrofe que, a acontecer, será concerteza objecto de muita mediatização consternação e tristeza mas, parafraseando um político desta região, recentemente “executado”, sem que ninguém seja responsabilizado ou preso.