Da semana que passa ficam sob suspeita:

O todo-poderoso. Se é ele que põe e dispõe na Electricidade, no JM, na Horários do Funchal, na promoção do destino, no hospital, no desporto e nas contas de sumir porque é que na orgânica do executivo essas empresas e sectores são tutelados por outros governantes? É perfeitamente dispensável tanto desperdício de tempo, de dupla tutela e de chatices.

A malandragem. Que dizer de uma presidência de Governo que passa os dias a produzir intrigas, despachos ditatoriais, comunicados hilariantes, ameaças políticas, ‘bocas pequenas’, poses facebokianas e lixo panfletário? A justiça demora, o povo sofre, mas a verdade vencerá!

Os ridículos. É espantosa a proposta de Guilherme Silva para que Jardim continue a liderar o PSD-M, apesar do mesmo já ter assumido que o povo da Madeira, de Lisboa e de Bruxelas se fartou das suas atitudes, teimosias e ódios. Todo o partido suspira por mudança urgente, mas o deputado em São Bento acha que perpetuando Jardim a Madeira pula e avança. As avenças de facto a muito obrigam! Espantosa é ainda a aprovação por unanimidade de um orçamento do PSD para 2014 que ninguém viu porque Jaime Ramos simplesmente não mostrou, talvez por não ter contas em dia. Ainda há partidos assim, sem emenda e com alta propensão para o homicídio político.

Os voyeuristas. Está na moda exigir aos jornalistas e aos jornais que, para além do rigor e da verdade, do exercício do contraditório e da observância de estatutos e das leis, também exibam todas as provas que sustentam aquilo que mediatizam. Já deve faltar pouco para que alguma desconfiança institucionalizada também exija que denunciemos as fontes, mostremos as contas bancárias e peçamos autorização aos poderes vigentes para publicar o quer que seja. Desde quando é que um desmentido, por muito oficial que seja, tem força de lei e vale mais do que a palavra de honra?

Os pseudo-jornalistas. Continuam a surgir no JM artigos de fundo visando sobretudo o DIÁRIO sem qualquer respeito pela ética e deontologia, não assinados e claramente impostos pelo poder. A boa vizinhança diz-nos que ali o jornalismo está gravemente comprometido. São textos que ficam na gaveta, opções editoriais desrespeitadas por elementos estranhos à redacção, atitudes persecutórias e falta de coluna. É urgente de libertar o jornalismo dos tentáculos do jardinismo. É por isso que, com toda a franqueza, neste momento difícil importa manifestar solidariedade aos que ainda são realmente jornalistas naquele jornal.

Os criminosos ofendidos. As Câmaras Municipais onde houve mudança, algumas dos quais do PSD, têm vindo a contratar anúncios no DIÁRIO. Finalmente, libertas da chantagem, começam a cumprir a lei e a enviar para o único jornal pago as informações que estão obrigadas a mediatizar. O núcleo duro que a Quinta Vigia criou para dar cabo dos meios de comunicação social deles e dos outros, amuou e agora grita contra a normalidade democrática, como se aqueles 5 milhões de euros por ano espatifados no JM fosse coisa pouca, embora comprovadamente mal gastos, pois a escandalosa propaganda já nem dá para ganhar eleições.

A pirataria informática. Este fim-de-semana foram registadas duas severas tentativas de ataque ao dnoticias.pt. Causaram estragos e limitaram a informação. Apesar de todas as precauções, nem sempre é possível resistir aos boicotes. Não deixa de ser preocupante que a selvajaria ocorra nos momentos de maior procura pelos conteúdos feitos por quem tem como missão informar.