Fez dois anos no passado dia 9 de Novembro que Alberto João Jardim tomou posse como Presidente do Governo, tendo dito que seria o seu último mandato. Foi eleito desvalorizando o monstruoso buraco financeiro que criou e mentindo ao afirmar que não haveria aumento de impostos A realidade demonstrou o contrário de tudo o que foi dito durante a campanha eleitoral. Assinou um empréstimo com Lisboa, mal negociado diga-se, e ajudou a aprovar uma Lei de Finanças Regionais ruinosa, que muitos amargos de boca vai trazer a todos nós. De resto nada. Temos um governo, mas não temos governantes. Temos um governo que não governa. O governo do PSD agarrou-se ao Plano de Ajustamento (PAEF) e fez dele o seu Programa de Governo, traindo assim quem os elegeu. O que eles não dizem aos Madeirenses e Porto-Santenses é que por este caminho, até podem cumprir com o PAEF mas, a partir de 2016, a dívida da Madeira está toda por pagar. O que escondem é que a Madeira já tem de serviço da dívida mais de 300 ME anuais e que, a partir de 2016, somam-se, em média, mais 108 ME ao ano. Depois de 2016, uma região como a Madeira, com receitas próprias entre 600 e 700 ME, como fará face a encargos com a dívida superiores a 400 milhões de euros anuais?! O que o PSD-Madeira não assume, é que não têm soluções para tirar a Madeira da situação em que a colocou. Quanto maiores são as dificuldades, maior deveria ser o empenho, a criatividade e a dedicação de quem nos governa. Infelizmente, para mal dos madeirenses e porto-santenses, temos um governo bloqueado pela sua inação governativa e atolado em disputas internas dentro do seu próprio partido. A Madeira e o Porto Santo, hoje não são prioridades para quem nos (des) governa. A prioridade das prioridades é apenas manter o poder, não é resolver o problema do desemprego, a prioridade é a disputa interna na liderança, não é encontrar soluções para a nossa economia, a prioridade é olhar pelo para o partido e esquecer as pessoas É necessário romper rapidamente este bloqueio que o PSD, dentro e fora do governo, impôs à Madeira e só há uma forma de romper com o bloqueio, com eleições antecipadas.

Victor Freitas Presidente do PS-Madeira