Jorge Martins Estamos em Novembro , Outono portanto, tempo da queda das folhas (que não só), das castanhas a “queimarem de cinzentas na brasa” (com fugas dos que já têm o rabo, com vossa licença, a arder), dos aconchegos (escondendo vergonhas antigas) , do tempo chuvoso apelando ao guarda-chuva (tia, tio ou amigo que nos abrigue da molha) enfim chegados àqueles tempos que sempre julgàmos não ser possível nesta, outrora, paradisíaca e sub-tropical ilha. De tal modo que, mesmo na mais das improváveis e até idiotas previsões, tínhamos ficcionado uma contenda, tipo punhos de renda e com florentina linguagem , entre ilustres fidalgos, um deles até assumido, o Conde de Albuquerque, por S. Jorge ( que horror, digo eu, só pelo nome do santo) e um outro, improvável ao que de há quinhentos anos se diz, filho do aparecido numa manhã de nevoeiro, ainda que sómente Comendador e, por tal, ainda que de postura aristocrática, emérito (está na moda não é) membro da plebe, por D. Sebastião. Ao que parece, este filme, produto da nascitura “Kalhawood”, ainda que de questionável êxito de bilheteira , quero com isto dizer entusiasmo popular , não saírá do “script”, antes dando azo a “westerns “ de categoria B ( será que não há classificação de M ou Y ou mesmo Z ?) entre os alaranjados, bastando para isso imaginar um , hilariante e de elevadíssimo nível diálogo (?) de 5 segundos , entre o Manel e o Miguel ( vocês sabem de quem estou a falar...). Será que depois disso alguém terá vontade de votar? Pois, bem sei no que todos estão a pensar. Então e os outros ? Desde Setembro, agora reiterado pela escusa de colaboração com o Presidente eleito, sabemos que não podemos contar com a CDU (Coligação dos Desfalecidos Ungidos ) nem com o CDS/PP (Compungido Dilecto Sucessor/Pós Padreca). Restam-nos as sobras do PS (Permanentemente Sofrido) e todos os outros juntos ao dos Animais, o que convenhamos , não cheira a grande coisa. Digamos mesmo que necessitamos que as pessoas acordem. E JÁ !!!