José Freitas Desde que a crise económica no país se agravou , pelas razões que já se conhecem, explicadas e comentadas até à exaustão, o sector automóvel foi um dos mais atingidos, pelas medidas de austeridade decretadas a nível nacional, e penalizado ainda mais pelo plano de assistência financeira à Madeira, que se traduziu num aumento geral de todos os impostos, nomedamente do IVA, distanciando-se a nossa região em relação aos Açores, onde se mantém a redução de impostos, principal conquista dos regimes autonómicos das ilhas.

Consequência de tudo isto, as empresas ligadas a este sector atravessam momentos de verdadeira angústia e agonia, apesar de terem sido reestruturadas, ajustadas aos novos tempos de fracas vendas.

As oficinas de reparações automóveis multimarcas também tem sido fortemente atingidas, e estão indefesas face à concorrência desleal, de difícil controlo por pequenos reparadores, a maior parte a funcionarem ilegalmente, não pagado qualquer tipo de impostos.

Muitas tiveram de fechar definitivamente, outras percorrem um árduo caminho na tentativa de recuperação económica, ao abrigo do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas.

Impressiona-me também a reação de algumas empresas do sector, que numa tentativa desesperada e selvagem para conseguir clientes à concorrência, sobretudo das empresas que se esforçam para se manterem a funcionar, e que, em muitos casos até pontualmente recorrem a estas, espalham boatos do género; “essa empresa já fechou..,. o sócio tal fugiu..., estão a trabalhar mal..., etc.

È o caso da empresa António & Pita , Lda, que está a funcionar normalmente, tendo recorrido a um plano de recuperação económica, votado favoravelmente por todos os credores, nomeadamente pelo seus colaboradores, que tudo fazem para manterem os seus postos de trabalho.