Rigo 23 Creio que todos concordamos que o dia 29 de Setembro de 2013 irá ficar para a História do Arquipélago da Madeira, como um dia muito importante. Importante porque os Madeirenses se redefiniram naquele dia. Muitos líderes recém eleitos vieram a público afirmar que o 25 de Abril de 1974, chegara finalmente à Madeira - 39 anos, 5 meses e 4 dias mais tarde. Mas o motivo para esta minha carta é comentar o artigo escrito a 1 de Outubro de 2013, pelo Alberto João Jardim no Jornal da Madeira - instrumento privilegiado da sua propaganda apoiado a tempo inteiro pela hierarquia religiosa deste território. Como é comum a todos os ditadores: grandes, médios, pequenos ou pequeninitos como é o seu caso (o seu feudo vale pouco mais que um quarto de milhão de indivíduos; por contraste o do Robert Mugabe vale mais de 12 milhões ). Como é comum aos ditadores, dizia, na fase do seu estertor final, viram-se invariavelmente contra o seu próprio povo. E nisto o AJJ deu realmente provas de uma demência a roçar o foro clínico. Acusa os eleitores madeirenses de: “ clubistas primários... medíocres e sem Valores... de um superficialismo e burrice abjectos...com leveza de consciência idiota... refugiados comodamente em actividades umbigais”... vira-casacas!... asneiras massificadas... complexos de inferioridade.. ... caprichos tontamente alimentados... gente que vota levianamente... numa subserviência inadmissível ao estrangeiro, ao forasteiro... que vai como moscas estonteadas... Compram-se votos com pacotes de leite e sacos de arroz ...” Para depois concluir, brilhante: “de facto, suicídio bem estúpido!... “ Pois, meu caro ditadorzeco de meia-tijela, fique você sabendo que eu votei no dia 29 de Setembro de 2013 e não me suicidei no exercício do meu direito cívico - bem pelo contrário, fiz com o meu voto um investimento no regresso da VIDA para o mui maltratado Arquipélago da Madeira e para o FIM do seu odiável regime autoritário e mesquinho que tanto mal fez a esta Terra. Peço-lhe que faça exactamente o oposto do que se propõe fazer na sua carta de 1 de Outubro de 2013 - que se CALE de uma vez por todas e deixe de POLUIR o ambiente com a sua tão nefasta presença na vida pública. Sinceramente,